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João Vicente critica aumento de impostos

27/10/2017

João Vicente

O empresário João Vicente Claudino tem acompanhado o cenário de caos nas contas do governo de Wellington Dias (PT). E se manifestou contra o aumento de impostos que o petista propõe como solução para fazer caixa para o Estado. JVC aponta que a gestão de W.Dias prioriza o gasto político e deixou a eficiência do gasto público em serviços para a população de lado.

“Faltou planejamento”, resume João Vicente. Ele comenta que todos os gestores que ganharam as eleições em 2014 e assumiram mandatos em 2015 já sabiam da crise que se apresentava. No caso do Piauí, JVC considera o caso mais grave. “Não é um marinheiro de primeira viagem. Wellington Dias está no seu terceiro mandato”, pondera.

João Vicente é ex-senador da República. Durante 8 anos seu nome nunca esteve envolvido em qualquer denúncia de esquema ou suspeita de corrupção. Com o olhar de quem conhece o setor privado e o papel da gestão pública, lamenta que tenha faltado ao terceiro mandato de Wellington Dias preocupação com a principal função de um governo: o bem estar social.

Para o empresário o aumento de impostos pode frear o consumo e, assim, fazer com que pessoas sejam demitidas, o setor produtivo venda menos e, consequentemente, o próprio Estado arrecade menos. “O efeito do aumento de impostos pode ser o contrário do que se espera. De maneira imediata entra mais dinheiro, mas a economia do Estado, o comércio principalmente, pode quebrar. E isso fará o governo, em algum tempo, arrecadar muito menos”, explica.

João Vicente também questiona o fato de que Wellington Dias queira aumentar impostos sem que haja da parte do governo uma diminuição das próprias despesas. Ele aponta, por exemplo, a criação de cargos comissionados e coordenadorias em pleno ano de maior crise, com o intuito exclusivo de acomodar aliados de uma futura campanha eleitoral.
Os gastos da gestão de W.Dias são fundamentalmente políticos. A questão social foi deixada de lado. JVC cita o fato de que Wellington mudou metade da Assembleia para acomodar suplentes. “Não há caso parecido no Brasil”, frisa.

A desculpa de que o Piauí estaria sendo perseguido pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) também não cola, segundo João Vicente. “O Governo Federal liberou empréstimos de bancos oficiais, realizou convênios. Não há perseguição”.

Mas ainda há tempo para W.Dias buscar uma saída digna e sincera para a crise. “Mas tem que ser com esforço real. Admite que está atrasado, mas que quer um esforço conjunto, com empresários, sociedade, mas com cortes de gastos inúteis do governo”, ressalta.
JVC também se mostrou bastante preocupado com os atrasos de fornecedores do Estado. Para ele, o “calote” neste caso está ficando generalizado e pode fazer com que a economia do Piauí entre em colapso real.

 

Fonte: Marcos Melo

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2 Comentários

  1. Ineide Lima Verde em 28/10/2017 às 09:08

    Este Senador ainda hoje me representa.
    Sou fã de pessoas honestas e verdadeiras. Aumentar arrecadação a custa do nosso suor, quando devia reduzir primeiro os gastos políticos! É juntar a fome com a vontade de comer, o que nesta ilusão de economia seria o mesmo de somar 6 com meia dúzia. Esclareceu bem JVC. Parabéns

  2. Ineide Lima Verde em 28/10/2017 às 09:28

    No comentário citado onde se ler “somar” leia-se TROCAR. Se realmente somasse, seria fácil… Mas não se iluda porque é só uma “TROCA de 6 por meia dúzia”. Desculpe troca que até foi proveitosa para esclarecer enganos. Como é um engano aumentar impostos…, como também a imprensa divulgar inflação Controlada. CONTROLADA! Como? se a energia elétrica e os combustíveis que são “os carros chefes…” dobraram o preço! “Me enganam” mas eu não gosto.

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