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Três dias depois manifestantes se encontram com o prefeito. Veja fotos

04/12/2009

mani0323Os professores da rede municipal de ensino, depois de muitos contratempos conseguiram se reunir nesta quinta-feira (03) com o prefeito municipal Francisco Alcântara. Os professores estiveram reunidos na Secretaria Municipal de Educação para em fim sentar com o chefe do Executivo e ouvir os motivos que o levou a cortar dos contracheques o abono que vinha sendo pago pelo Executivo.

Antes da reunião desta quinta-feira, os professores fizeram uma manifestação em frente à prefeitura na terça-feira e na oportunidade conversaram com a secretária Dolores Matias, que intermediou o encontro com o prefeito municipal, depois de tentar sem sucesso diluir os professores da manifestação e da idéia de não realizar as provas finais da rede municipal de ensino.

No inicio da conversa foi lido um balanço dos repasses da educação em 2009 que gerava de acordo com os documentos, um saldo positivo de R$ 548 mil reais, depois de tiradas as despesas com a folha de pessoal. A noticia causou um burburinho entre as partes “onde está esse dinheiro” perguntou o prefeito municipal.

Depois de muitas discussões, o prefeito afirmou que esse saldo é conseqüência na não inclusão de despesas como combustível, luz, água, telefones e a manutenção dos veículos da educação. Após essa discussão ficou acertado que o conselho irá se reunir com a assessoria contábil da prefeitura para chegar aos números reais “o grande problema é que essas despesas não são enviadas para o conselho, ai fica difícil o conselho saber os gastos reais com a educação” disse a vereadora Ielva Melão.

Outro ponto discutido na reunião foi à retirada dos professores, que estão permutados com outros órgãos e que continuam recebendo como se estivessem em sala de aula, sobre esse assunto o prefeito municipal ao invés de determinar que a Secretaria de Administração fizesse esse levantamento delegou aos professores que identificasse os casos que o mesmo faria a exoneração.

A secretária Dolores Matias expôs aos presentes as dificuldades enfrentadas para remanejar os professores da zona rural “sempre que tentamos remanejar esses professores vem um político pedir para não mexer” disse à secretária que foi aconselhada por todos a determinar ao invés de pedir.

Sobre o abono, após essa reunião do conselho com a assessória contábil será exporto a verdadeira situação das finanças da educação, no entanto ficou acertado que o prefeito terá que cumprir a Lei 11.738/08 que determina que nenhum professor ganhe menos de R$ 950 reais. “faltou habilidade ao prefeito nessa questão, o grande problema foi que o prefeito não avisou que iria tirar o abono se ele tivesse avisado isso não aconteceria” disse o presidente do Conselho do FUNDEB André Nildo.

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