{"id":40132,"date":"2017-11-06T17:19:43","date_gmt":"2017-11-06T20:19:43","guid":{"rendered":"https:\/\/portalv1.com.br\/?p=40132"},"modified":"2017-11-06T17:19:43","modified_gmt":"2017-11-06T20:19:43","slug":"piaui-e-o-estado-mais-perigoso-do-brasil-para-motociclistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalv1.com.br\/piaui-e-o-estado-mais-perigoso-do-brasil-para-motociclistas\/","title":{"rendered":"Piau\u00ed \u00e9 o estado mais perigoso do Brasil para motociclistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/portalv1.com.br\/app\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/motoba.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2948 size-full\" src=\"https:\/\/portalv1.com.br\/app\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/motoba.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"183\"><\/a><\/p>\n<p>O estado do Piau\u00ed \u00e9 que mais oferece riscos a motociclistas. Das 1.178 mortes decorrentes de acidentes de tr\u00e2nsito registradas em 2015, 68% envolveram condutores de moto. Motoristas representam 14% dos \u00f3bitos e pedestres 12%. \u00d4nibus e caminh\u00f5es integram os 6% restantes. Al\u00e9m disso, o \u00edndice de mortes por 100 mil habitantes no estado \u00e9 o segundo pior do pa\u00eds, com 36,8, quase o dobro da m\u00e9dia nacional. Apenas Tocantins (37,2) apresentou um \u00edndice pior. Apesar dos dados alarmantes, o cen\u00e1rio indica melhora: na compara\u00e7\u00e3o anual com 2014, o total de falecimentos nas vias piauienses caiu 9%.<\/p>\n<p>Apontado pela OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) como um dos pa\u00edses com tr\u00e2nsito mais violento do mundo, o Brasil registrou uma baixa hist\u00f3rica no indicador de mortalidade devido a acidentes. O \u00edndice de \u00f3bitos por 100 mil habitantes recuou a 19,2 em 2015, o melhor resultado desde 2004. Em 2012, o indicador chegou a atingir 23,6. Os dados constam na quarta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio \u201cRetrato da Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria\u201d, desenvolvido pela Ambev e pela consultoria FALCONI com o objetivo de auxiliar a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas efetivas de combate aos acidentes de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>A causa da seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u00e9 uma das principais bandeiras defendidas pela Ambev. Al\u00e9m de promover campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e em prol do consumo inteligente de seus produtos, em especial no combate \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o, a cervejaria tomou a iniciativa de liderar a cria\u00e7\u00e3o de uma coaliz\u00e3o com agentes privados, p\u00fablicos e do terceiro setor para melhorar a gest\u00e3o da seguran\u00e7a vi\u00e1ria no Brasil. Essa parceria j\u00e1 resultou em importantes implica\u00e7\u00f5es no estado de S\u00e3o Paulo, com o Movimento Paulista de Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito, e come\u00e7a a ingressar em outros estados, a exemplo do Bras\u00edlia Vida Segura, desenvolvido no Distrito Federal.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s buscamos ser parte da solu\u00e7\u00e3o do problema. A seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u00e9 uma causa que defendemos h\u00e1 anos com campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 associa\u00e7\u00e3o entre \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o. O desenvolvimento do Retrato \u00e9 um passo importante nesse trabalho, oferecendo as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas para a melhora desse cen\u00e1rio\u201d, explica Mariana Pimenta, gerente de rela\u00e7\u00f5es corporativas da Ambev.<\/p>\n<p>O n\u00famero absoluto de fatalidades tamb\u00e9m melhorou: de 2010, ano em que o Brasil aderiu a\u0300 D\u00e9cada de Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito da ONU, a 2015, as mortes ocasionadas por acidentes nas ruas e estradas do pa\u00eds apresentaram redu\u00e7\u00e3o de 16%. No mesmo per\u00edodo, as cinco regi\u00f5es brasileiras apresentaram diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de mortes, sendo que, em termos absolutos, as \u00e1reas mais populosas representaram a parte mais significativa dessa queda.<\/p>\n<p>\u201cOs dados refletem a import\u00e2ncia da seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e devem nortear a conscientiza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e dos motoristas sobre dirigir com seguran\u00e7a. A FALCONI entende que este levantamento \u00e9 o primeiro passo para construirmos um tr\u00e2nsito mais seguro e, consequentemente, uma sociedade melhor\u201d, afirmou Luis Roma, Consultor L\u00edder de Projetos da FALCONI.<\/p>\n<p>Apesar de os dados demonstrarem evolu\u00e7\u00e3o do quadro nacional, o Brasil ainda vive uma situa\u00e7\u00e3o alarmante: em 2015, 39.333 pessoas perderam a vida e outras 203.853 ficaram feridas no tr\u00e2nsito. O relat\u00f3rio informa que os acidentes j\u00e1 s\u00e3o a segunda causa de morte n\u00e3o natural no pa\u00eds.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se considerar o impacto econ\u00f4mico que o problema traz: em 2015, gastou-se no Brasil cerca de R$ 19 bilh\u00f5es de reais com \u00f3bitos e feridos no tr\u00e2nsito. Com esse dinheiro seria poss\u00edvel comprar mais de 145 mil ambul\u00e2ncias, por exemplo, cujo custo m\u00e9dio \u00e9 estimado em R$ 130 mil, ou ainda construir mais de 60 mil Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS), \u00e0s quais o Governo Federal estima um custo m\u00e9dio de R$300 mil cada.<\/p>\n<p>O levantamento apresenta um panorama completo sobre a situa\u00e7\u00e3o vi\u00e1ria nacional, com as informa\u00e7\u00f5es mais atualizadas dispon\u00edveis, obtidas por meio do cruzamento de dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportes P\u00fablicos (ANTP), da Confedera\u00e7\u00e3o do Transporte (CNT), do Departamento de Inform\u00e1tica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Datasus), do Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA) e da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p><strong>\u00d3bitos por regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o Sudeste apresentou o maior n\u00famero de fatalidades, com 13.141 em 2015. Apesar disso, \u00e9 a que conta com o menor \u00edndice de \u00f3bitos por 100 mil habitantes, com 15,3, e reduziu o n\u00famero absoluto de mortes em 17,8% desde 2010. A Nordeste vem em seguida, com 12.397 mortes totais e 21,9 \u00f3bitos por 100 mil habitantes, a Sul em terceiro lugar (6.071 e 20,8), a Centro-Oeste em quarto (4.107 e 26,6) e, por \u00faltimo, a Norte (3.627 e 20,8). Entre 2010 e 2015, no entanto, Nordeste e Norte seguiram na contram\u00e3o das demais e registraram, respectivamente, crescimentos de 2,5% e 3,8% nos n\u00fameros absolutos de mortes no tr\u00e2nsito. No mesmo per\u00edodo, Sul reduziu os casos em 17,5% e Centro-Oeste em 8,5%. Na compara\u00e7\u00e3o com 2014, apenas quatro estados apresentaram aumento no n\u00famero de v\u00edtimas: Roraima (+3%), Rio Grande do Norte (+2%), Para\u00edba (+5%) e Sergipe (+2%).<\/p>\n<p>Dentre as 10 capitais com maior n\u00famero de \u00f3bitos no tr\u00e2nsito, S\u00e3o Paulo \u00e9 a primeira com um total de 1082, mas a cidade conta com o menor \u00edndice por 100 mil habitantes (9,0). Ela \u00e9 seguida por Fortaleza (620 e 23,9), Rio de Janeiro (610 e 9,4), Recife (527 e 32,6), Bras\u00edlia (469 e 16,1), Teresina (436 e 51,6), Goi\u00e2nia (432 e 30,2), Belo Horizonte (428 e 17,1), Salvador (316 e 10,8) e Manaus (311 e 15,1).<\/p>\n<p>A capital fluminense merece destaque por ter reduzido seu volume absoluto de fatalidades em 41% de 2014 para 2015. Salvador, Goi\u00e2nia e S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m apresentaram resultados significativos, com 19%, 19% e 18%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Perfil de maior risco<\/strong><\/p>\n<p>Mais uma vez, os motociclistas mostraram-se os mais vulner\u00e1veis \u00e0 inseguran\u00e7a vi\u00e1ria nacional, representando 39% das v\u00edtimas fatais, o que significam 12.126 das 39.333 mortes. Chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de esse n\u00famero ter quase dobrado em uma d\u00e9cada, sendo que em 2004 o \u00edndice estava em 23%. Em seguida aparecem os usu\u00e1rios de autom\u00f3veis (31%), pedestres (23%), bicicletas (4%) e caminh\u00f5es e \u00f4nibus (3%).<\/p>\n<p>Os principais fatores de risco que influenciam diretamente na quantidade e na gravidade de acidentes de tr\u00e2nsito incluem excesso de velocidade; associa\u00e7\u00e3o de bebida alco\u00f3lica e dire\u00e7\u00e3o; uso de celular ao volante, n\u00e3o uso de capacete; n\u00e3o uso de cinto de seguran\u00e7a e n\u00e3o uso de equipamento de reten\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as.<\/p>\n<hr>\n<div class=\"sourceContainer\"><span class=\"source\">Fonte:<\/span>&nbsp;<span class=\"sourceContent\">Com informa\u00e7\u00f5es da Ascom<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado do Piau\u00ed \u00e9 que mais oferece riscos a motociclistas. Das 1.178 mortes decorrentes de acidentes de tr\u00e2nsito registradas em 2015, 68% envolveram condutores de moto. 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