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Corpo de Camila Abreu é encontrado e Polícia confirma prisão de policial

31/10/2017

Corpo de Camila Abreu é encontrado e Polícia confirma prisão de policial

A Delegacia de Homicídios confirmou na tarde desta terça-feira (31) que o corpo da estudante Camila Pereira Abreu, 21 anos, foi encontrado no povoado Mucuim, na zona rural de Teresina.

“Nós fizemos uma primeira investida pela manhã na região, mas não encontramos o corpo, mas agora a tarde conseguimos localizar no povoado Mucuim.”, disse o delegado Francisco Costa, o Baretta, que confirmou a prisão do suspeito, o capitão da Polícia Militar, Alisson Watson.

“O capitão já está preso e o carro apreendido. Fizemos barba, cabelo e bigode. Estou indo com o IML e a perícia criminal até o local”, disse o delegado. Ainda de acordo com Baretta, o inquérito deve ser encerrado ainda hoje. Abalado, o tio da vítima, Jandeilton Rodrigues, disse que a família vai aguardar a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML).

Matérias iniciais 

Após confirmar que a estudante de Direito Camila Abreu está morta, o coordenador da Delegacia de Homicídios, Francisco Costa, o Baretta, levanta a suspeita de que o corpo da jovem tenha sido “destruído”. 

Na manhã desta terça-feira(31), equipes da Delegacia De Homicídios estão em campo realizando uma espécie de varredura para encontrar o corpo de Camila. 

“Já temos um fato: houve um homicídio qualificado com ocultação de cadáver e quiçá destruição parcial ou total do corpo”, desconfia o coordenador da especializada. Baretta garante que o inquérito que apura a morte da jovem já está praticamente concluído. O coordenador ainda não cita nomes de suspeitos e só vai se pronunciar sobre quando a investigação for finalizada. 

Familiares e amigos de Camila suspeitam que o namorado da jovem que, de acordo com relatos, foi a última pessoa que esteve com a estudante antes do seu desaparecimento, seja o principal suspeito de cometer o crime. O namorado de Camila é um oficial lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar. 

“Se a imputação do crime recair em cima do namorado dela [Camila] será um caso isolado dentro da Polícia Militar, que é uma instituição séria que tenho certeza que ficará à disposição para contribuir com o que for necessário”, disse Baretta. A expectativa é que o inquérito seja finalizado até à tarde de hoje.

Entenda o caso 

A morte da universitária Camilla Abreu, 21 anos, foi confirmada pelo coordenador da Delegacia de Homicídios. Sem revelar detalhes, Francisco Costa, o Baretta, diz que a jovem foi vítima de um fato criminoso. O corpo da estudante ainda não foi encontrado.

“O autor cometeu pelo menos dois crimes: assassinato e ocultação de cadáver. O crime está 99,9% elucidado. Só falta agora a conclusão do inquérito. Criamos uma linha do tempo e fomos ‘fechando cada janela’ para que o criminoso fosse identificado. Ele (suspeito) pode até criar um álibi, mas será totalmente rechaçado na investigação criminal que foi bem presidida pelo delegado Emerson Almeida “, disse o Baretta.

O delegado ainda não repassou detalhes sobre como ocorreu o homicídio, a motivação e onde está o corpo da adolescente. “Já temos uma noção de onde o corpo possa estar”, reitera.

Equipes da Delegacia de Homicídios estão em diligência para coletar os últimos indícios do crime. A Polícia Civil deve representar pela prisão do autor (es) do assassinato nas próximas horas.

Camila Abreu desapareceu na última quarta-feira (25) após sair da faculdade com o namorado, identificado como o policial militar, Alisson Wattson. Para a família da jovem, o PM declarou que teria deixado a namorada na porta de casa. Contudo, a família afirmou que ela nunca chegou à residência.

PM foi ouvido pela Corregedoria

O coronel John Feitosa, Relações Públicas da PM, confirmou que o capitão Allisson Wattson, foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Militar. 

“A Polícia Militar está acompanhando todo o processo da Polícia Civil e a corporação não pode agir no arrepio da lei, de forma precipitada”, disse o Relações Públicas. declarou o Relações Públicas. 

O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, acrescenta que o PM irá responder na Justiça Comum e a processo disciplinar. Segundo o comandante, em 60 dias, se tudo for comprovado, ele poderá perder a farda. Mesmo se tratando de um militar, o comandante ressalta que não haverá corporativismo. 

“Garanto que não haverá corporativismo. É um caso gravissímo. Vamos apliicar o Código de Processo Militar e o que determina a lei será feito”, frisa o comandante da PM-PI.

Fonte: cidadeverde

 

Camilla Abreu

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