Valença do Piauí, 04 de dez, 2021

Policiais Civis se encontram com presidente da OAB e denunciam irregularidades

Ordem dos Advogados do Brasil
Ordem dos Advogados do Brasil

O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) se reuniu na manhã desta segunda-feira (22) com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil secção Piauí, William Guimarães, para tratar da “Operação Polícia Legal”, onde os policiais civis decidiram que irão apenas cumprir as funções atribuídas ao seu cargo.

Durante a reunião o presidente do Sinpolpi, Cristiano Ribeiro, e os policiais civis externaram os problemas que vem sendo encontrados e pediram o apoio de William Guimarães que anotou as queixas da categoria.

“Estamos pedindo o apoio pois queremos uma polícia civil transformada e melhorada, nós queremos prestar um serviço de melhor qualidade, mas é preciso que sejam oferecidas as condições. O que a gente tem visto é policiais alocando para si, atividades além das suas atribuições. Hoje esse movimento coloca um basta nisso, o policiais atuam no limite da lei. Queremos servir a sociedade, investigar os delitos e a autoria e as materialidades dos crimes.

A OAB, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça tem como base exatamente a legalidade. Como o movimento é pela legalidade, nós estamos pedindo o apoio. Inclusive, o Ministério Público tem a atribuição constitucional de fazer o controle externo da polícia civil. Queremos que eles acompanhem, andem nas delegacias, muitas ilegalidades estão sendo praticadas. Temos pessoas estranhas dentro da delegacia, no setor administrativo, pessoas estão sendo designadas para exercer uma atividade típica de polícia”, afirmou.

O presidente do Sinpolpi comentou a reunião no palácio do Karnark para tratar sobre o pedido de proporcionalidade salarial dos policiais com a dos delegados.

“Pedimos ao governo um protocolo para reequipar a polícia civil, ás vezes a pessoa acha que a polícia não faz o seu trabalho porque não quer, mas a verdade é que ela faz por falta de condições mesmo. Além disso, tem a distorção salarial que é muito grande, que é na ordem de 370% em relação ao delegado de polícia, e diga-se de passagem fomos ao palácio de Karnark cobrar um acordo que foi feito, compromisso firmado em documento, e foram cumpridos três itens e agora falta o quarto item que é a correção desta distorção. Foi apresentada uma proposta muito aquém da apresentada, voltamos e reapresentamos uma nova proposta e que foi rejeitada”, disse.

Cristiano Ribeiro comentou a diferença entre o salários de um delegado e de um policial. “Desde o princípio, nossa proposta é que o polícia civil, chegasse no final de carreira recebendo 60% do que ganha um delegado de polícia, porque hoje só recebemos 25%. Um delegado em início de carreira ganha R$ 10.500 mil. Só para se ter uma idéia, hoje o que o delegado paga de Imposto de Renda é o que ganha um policial em início de carreira. Para ver o tamanho da distorção”, disse Cristiano Ribeiro em entrevista ao portal GP1.

Irregularidades

O policial aproveitou para destacar algumas irregularidades que estariam acontecendo. “Além disso, temos coletes que estão vencidos e vamos devolver eles, afinal as nossas vidas são descartáveis?. Temos também viaturas irregulares, que estão sem emplacamento, isso precisa ser consertado pois nós temos que dar o exemplo. Nós precisamos também precisamos cumprir uma carga horária de 48hs semanais, o que não tem sido feito. Escrivães estão fazendo o papel de delegado, estão até pegando oitivas em depoimentos e quem tem que fazer isso é o delegado. Então, são várias irregularidades”, finalizou o presidente do Sinpolpi em entrevista ao portal GP1.

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