Jornalista denuncia que prefeituras estão bancando transporte de pacientes do Hospital Regional de Valença
Um problema considerado recorrente e alvo de reclamações de prefeituras da região de Valença do Piauí voltou a ser destacado nesta terça-feira (14) pelo jornalista Salomão Sobrinho, da Silas TV. A questão envolve os custos com o transporte de pacientes internados no Hospital Regional Eustáquio Portela em Valença.
De acordo com o jornalista, municípios da região estariam sendo obrigados a arcar com despesas de transporte que, segundo informações obtidas por ele, deveriam ser de responsabilidade da Sociedade Brasileira Caminho de Damasco, organização social que administra o hospital desde 2024.
Segundo Salomão Sobrinho, o contrato firmado para a gestão do hospital prevê que o transporte de pacientes seja responsabilidade da organização gestora, principalmente nos casos em que o paciente precisa ser transferido para unidades de maior complexidade.
Para exemplificar a situação, o jornalista citou um caso hipotético envolvendo pacientes.
“O problema aqui é que, no contrato, está estabelecido que o transporte de pacientes é da responsabilidade da OES. Então vou simular uma situação: o paciente sai doente de Aroazes para Valença, são cerca de 50 quilômetros. Se ao chegar lá o hospital não tiver resolutividade e precisar encaminhar para Teresina, sabe o que acontece? A prefeitura tem que mandar outra ambulância para Valença para pegar esse paciente e levar para Teresina”, explicou.
Ainda segundo o jornalista, esse custo estaria sendo repassado para as prefeituras, apesar de, segundo as informações levantadas, já estar previsto dentro do contrato da gestão hospitalar.
Salomão Sobrinho também destacou os valores envolvidos no contrato de gestão do hospital.
“O contrato anual é de cerca de R$ 45 milhões, o que dá aproximadamente R$ 3,7 milhões por mês. Mesmo assim, essa situação, segundo fui informado, também estaria acontecendo em outras regionais”, afirmou.
O jornalista informou ainda que tentou obter esclarecimentos sobre o assunto. Segundo ele, foi encaminhado um pedido de informações à Sociedade Brasileira Caminho de Damasco por meio do canal eletrônico da instituição, mas até o momento não houve resposta. Também foi feito contato com a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI), que possui um gestor responsável por acompanhar e fiscalizar o contrato.
“As prefeituras já são sacrificadas e não tem sentido o paciente estar em Valença para vir para Teresina ou para ir para Picos e precisar de uma ambulância da própria cidade para fazer esse transporte. Isso é uma contramão”, comentou.
Assim como ocorreu na Silas TV, o espaço permanece aberto para manifestação da Sociedade Brasileira Caminho de Damasco e da SESAPI sobre o assunto aqui no Portal V1.