Estudo analisa impacto da proibição do celular nas escolas
A influência do uso de celulares no ambiente escolar continua sendo um dos temas mais discutidos na área da educação. Em meio a esse debate, um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), dos Estados Unidos, apresenta novos dados sobre os efeitos da restrição ao acesso dos aparelhos durante o período de aulas.
A pesquisa avaliou cerca de 5 mil escolas públicas norte-americanas que adotaram um sistema de bolsas lacráveis para impedir o uso de celulares ao longo do dia letivo. O levantamento foi realizado por pesquisadores das universidades de Stanford, Duke, Penn e Michigan, com base em informações coletadas entre 2023 e 2025.
Segundo o estudo, os estudantes são orientados a guardar os aparelhos em bolsas especiais logo na chegada à escola. Os celulares permanecem com os alunos durante todo o período, mas ficam inacessíveis até o término das atividades escolares.
As bolsas utilizadas no sistema são confeccionadas em tecido resistente e contam com uma trava magnética. A abertura só pode ser feita em pontos específicos equipados com bases magnéticas, normalmente localizados nas saídas das instituições de ensino ou em áreas destinadas a situações emergenciais.
Os pesquisadores destacam que esse modelo é considerado mais rigoroso do que outras medidas já adotadas por escolas, como a exigência de manter o aparelho na mochila ou a proibição restrita ao uso em sala de aula. Por impedir efetivamente o acesso ao celular durante todo o turno, o método foi escolhido para permitir uma análise mais precisa dos impactos da restrição tecnológica no ambiente escolar.
Com uma ampla base de dados, o estudo busca contribuir para a discussão sobre os efeitos da presença dos smartphones na rotina educacional e seus possíveis reflexos no desempenho dos estudantes.
