Valença do Piauí, 17 de jul, 2026

Tarifaço de Trump poupa principais produtos de exportação do Piauí

Cinco importantes produtos da pauta exportadora do Piauí estão entre as exceções da tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo norte-americano. A cera de carnaúba, o mel orgânico, a fécula de mandioca, o minério de ferro e a castanha de caju foram poupados da medida. A relação foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Segundo o governador Rafael Fonteles, a exclusão desses produtos do tarifaço preserva as exportações piauienses para o mercado norte-americano.

“Após negociações do Governo Federal, através do presidente Lula junto às autoridades dos Estados Unidos, produtos como a cera de carnaúba, mel orgânico e o minério de ferro estão na lista de exceções do tarifaço. Essa é uma boa notícia para a pauta de exportação do Piauí”, afirmou.

A lista de exceções divulgada pelo Governo dos Estados Unidos contempla mais de dois mil produtos, incluindo alimentos, insumos e matérias-primas considerados estratégicos para o mercado norte-americano. Entre eles estão o mel, derivados da mandioca, castanhas e minérios, categorias nas quais se enquadram os principais produtos exportados pelo Piauí aos Estados Unidos.

Tarifaço

O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano a partir de 22 de julho, ampliando a tensão comercial entre os dois países.

A Casa Branca justificou a decisão alegando que o Brasil adota práticas consideradas prejudiciais à indústria americana. Entre os pontos citados pelo governo Donald Trump estão o Pix, questões relacionadas ao combate à corrupção, desmatamento, tributação do etanol americano, proteção à propriedade intelectual e acordos comerciais firmados pelo Brasil com países como México e Índia. Apesar da sobretaxa, autoridades americanas afirmam que as negociações seguem abertas e que a medida poderá ser revista caso haja avanços nas tratativas.

A reação brasileira veio de forma imediata. Na manhã desta quinta-feira (16), o governo federal anunciou que iniciará os procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica e acionará a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em nota, o Palácio do Planalto classificou a medida como unilateral e sem justificativa econômica, além de contestar a legitimidade das investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo também destacou que os próprios dados americanos apontam um superávit de US$ 424,5 bilhões dos EUA no comércio bilateral de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

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