Prata do Piauí: MP aponta possível evolução patrimonial incompatível e pede bloqueio de R$ 1 milhão de prefeito
O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) ingressou na Justiça com um pedido de indisponibilidade de até R$ 1 milhão em bens do prefeito de Prata do Piauí, Acelino Mendes de Moura, conhecido como Neto Mendes. A ação foi protocolada no dia 19 de agosto de 2026 pelo promotor de Justiça Ari Martins Alves Filho, titular da Comarca de Barro Duro.
A medida tem caráter cautelar e, segundo o Ministério Público, pretende garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos caso as investigações confirmem a prática de atos de improbidade administrativa. Entre os pontos levantados pelo órgão está uma possível “evolução patrimonial incompatível”.
Na ação, o promotor cita as declarações de bens apresentadas pelo prefeito à Justiça Eleitoral. De acordo com o documento, nas eleições de 2020, Acelino declarou não possuir bens. Já em 2024, informou ter R$ 29.850 em espécie e R$ 10.073,80 em conta corrente, sem registrar os imóveis que posteriormente foram identificados durante a investigação.
Para o Ministério Público, a diferença entre as declarações apresentadas em um intervalo de quatro anos representa uma alteração patrimonial que precisa ser esclarecida e justifica o aprofundamento das apurações.
O pedido de bloqueio envolve uma residência de alto padrão localizada na Avenida Getúlio Vargas, em Prata do Piauí, avaliada em aproximadamente R$ 960 mil, além de glebas de dois terrenos situados na localidade Boi Manso, também no município. Conforme consta na manifestação, o prefeito seria coproprietário dos imóveis.
O MP-PI informou ainda que o Inquérito Civil permanece em andamento e que novas medidas judiciais poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações.
Além do bloqueio dos bens, o Ministério Público solicitou que Acelino Mendes de Moura seja citado para apresentar manifestação sobre o pedido. A Promotoria também requereu que a indisponibilidade permaneça até uma nova decisão judicial ou até a conclusão do Inquérito Civil.
O prefeito ainda não se posicionou sobre o pedido do MP.
