Em live prefeito Afonso Sobreira de Novo Oriente fala sobre os desafios da gestão municipal
O Prefeito de Novo Oriente, Afonso Sobreira, realizou uma live nesta quarta-feira (6) para falar com a população e explicar os desafios causados pela diminuição dos recursos e as soluções que a gestão municipal vem apresentando para que a crise financeira não tenha maiores consequências no dia a dia da população e dos servidores municipais.
Ele iniciou a live falando do encontro promovido pela APPM, no último dia 30 de agosto, que reuniu mais de 200 prefeitos em Teresina pedindo providências do Governo Federal em relação as constantes quedas do FPM e na liberação emendas.
Ele informou que esteve reunido na semana passada com o Ministério Publico mostrando as dificuldades enfrentadas para honrar os compromissos diante da montanha de dividas que recebeu das gestões anteriores que deixou salários atrasados, dívidas impagáveis com a Equatorial, Agespisa, Pasep, precatórios e a Previdência Própria, que sofreu um saque criminoso na boca do caixa.
Segundo Afonso Sobreira, esses parcelamentos consomem cerca de R$ 112 mil reais por mês e mais de um milhão por ano, que poderiam estar sendo investidos no município se os ex-prefeitos tivessem cumprido com suas obrigações.
“Quando a gente assumiu muitos diziam não íamos aguentar seis meses em virtude da situação que se encontrava e hoje nós estamos com dois anos e oito meses sem atrasar salários, cumprindo os compromissos, mas isso é fruto do trabalho que é feito diuturnamente pra poder contingenciar isso”, explicou o gestor.
Ele lembrou que desde maio baixou um decreto reduzindo gratificações e o seu próprio salário, mas que a queda dos repasses foram bem superiores ao imaginado por ele e pelo Governo do Estado, que adotou as mesmas medidas de contenção de despesas.
Outra medida adotada pela gestão municipal foi de retornar com aulas on-line nesse mês de setembro para honrar com os compromissos na educação, uma vez que os recursos enviados pelo governo federal não cobrem as despesas, obrigando ao gestor a tirar dinheiro do FPM para cobrir.
Ele citou como exemplo a merenda escolar, que tem uma despesa mensal de R$ 40 mil reais e recebe apenas R$ 6.800 do Governo Federal, o gasto com o transporte escolar é de R$ 54 mil reais e o governo repassa R$ 9.700 reais por mês.
“Então a partir do momento que o FPM cai nós perdemos essa capacidade de fazer essa complementação”, frisou.
O prefeito informou que se reuniu com pais de alunos na prefeitura, que vieram falar sobre a decisão de retornar com as aulas online nesse mês de setembro. Sobre o assunto o prefeito afirmou que explicou os motivos e que na reunião alguns pontos o deixaram satisfeito.
“Nenhuma mãe veio reclamar de que a merenda é só banana, de que a merenda é só suco, de que a merenda é só biscoito, nenhuma mãe veio reclamar que está faltando merenda, nenhuma mãe veio reclamar que o ônibus não está indo, que não tem professor na sala de aula, que a aula começa 07h e termina 8h, nenhuma mãe veio reclamar disso, as mães vieram reivindicar pra mantermos a educação como nós conseguimos colocar nesses dois anos e meio”, destacou Afonso Sobreira. Assista a live
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