Juiz manda jornalista Arimatéia Azevedo voltar ao presídio
O juiz Marcus Klinger Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais, determinou que o jornalista Arimatéia Azevedo, de 72 anos, deixe a prisão domiciliar e seja transferido para o presídio de Altos. Ao receber a informação, o jornalista passou mal e precisou ser internado em um hospital particular, sem previsão de alta.
Arimatéia Azevedo foi condenado a 17 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelos crimes de extorsão e estelionato. Em 2024, ele foi internado após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, posteriormente, conseguiu prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
A defesa argumentou que o jornalista é portador de doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, que demandariam cuidados contínuos e especializados, considerados inacessíveis no ambiente carcerário. À época, o juiz concedeu a prisão domiciliar devido ao risco à integridade física e à possibilidade de agravamento do quadro de saúde.
Após a revisão dos laudos médicos, o magistrado determinou o retorno do jornalista ao sistema prisional, com transferência para a Penitenciária Humberto Reis da Silveira, localizada no complexo penitenciário de Altos.
Novo laudo contraria duas perícias médicas
O laudo médico do IML diz que o jornalista não tem doenças graves, o que contraria as duas perícias médicas, uma delas realizada na Colônia Agrícola “Major Cesar de Oliveira”, feita mês passado, que relata que Arimatéia é “hipertenso, portador de diabetes, hipertenso, com sequelas motoras e cognitivas em decorrência de AVC, faz tratamento medicamentoso associada a fisioterapia motora, bem como acompanhamento regular com cardiologista, de acordo com laudo médico anexado ao processo”.
A sentença do juiz do Piauí vai contra a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a prisão domiciliar por motivo de saúde com base em laudo médico e informação de que os presídios do Piauí não têm condições de atender adequadamente um preso com as comorbidades do Arimatéia Azevedo, já que no sistema prisional não tem especialistas, nem atendimento de urgência 24horas.
A defesa do jornalista informou que vai recorrer da decisão e que o jornalista é inocente e vítima de perseguição política. Ele defende que a saúde de Arimatéia Azevedo irá se agravar se ele for para um presídio.

Fonte: cidadeverde.com