Valença do Piauí, 29 de mar, 2026

Operação ‘Vem Diesel’ fiscaliza preços de combustíveis em 12 capitais

Agentes federais foram às ruas do país, em mais uma operação contra irregularidades nos postos de combustíveis, incluindo preços abusivos. É a operação “Vem Diesel”, da Polícia Federal, realizada em 12 capitais do país, incluindo Brasília

Os estabelecimentos foram visitados por agentes da ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, policiais federais e Procons estaduais. Tudo isso pra identificar as práticas irregulares como aumento de preços nas bombas, condutas abusivas que trazem prejuízos ao consumidor e para combater o chamado cartel, quando os postos concorrentes combinam o mesmo preço dos produtos, para controle de mercado.

A Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do setor, é composta pela Senacon, Secretaria Nacional do Consumidor e a Polícia Federal, em conjunto com a ANP.

Além de Brasília, a operação acontece nas capitais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás. Cabe à Polícia Federal dar andamento aos casos que possam configurar crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo. 

Vale lembrar que, nessa quinta-feira, os Ministérios da Justiça e de Minas e Energia apresentaram um balanço das operações de combate a abusos nos preços dos combustíveis. A mobilização ocorre em meio à alta do diesel provocada pela guerra no Irã. Aqui no Brasil, o governo busca reduzir os preços nas bombas, zerando os impostos federais de importação. Os estados também avaliam se reduzem o imposto estadual ICMS.  

Mesmo assim, alguns postos continuam mantendo preços elevados no diesel, e ampliando lucros também sobre o álcool e a gasolina, combustíveis que não foram afetados pelo conflito no Irã.

Segundo o Ministério da Justiça, por meio da Senacon, mais de três mil postos e 236 distribuidoras já foram fiscalizados pela força-tarefa, desde o início de março. A ANP inspecionou 342 agentes regulados, sendo 78 distribuidoras. Em uma delas, foram encontrados sinais de aumento na margem bruta do diesel, em mais de 270%.

O Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal, o Sindicombustíveis, informou, em nota, que “os postos não compram produtos da Petrobras, mas das distribuidoras, que já reajustaram seus preços de forma expressiva em razão da guerra no Irã”. De acordo com o sindicato, o setor “depende da importação de até 35% do diesel e 10% da gasolina” e vem reduzindo as margens da revenda. No DF, por exemplo, a entidade explicou que mais de 20% dos postos “dependem diretamente dos importadores, estando ainda mais expostos à alta de preços”.  

Fonte; agencia Brasil

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