Valença do Piauí, 13 de abr, 2026

Professor expõe indignação após aulas da rede municipal de Pimenteiras iniciarem apenas em 7 de abril

O atraso no início do ano letivo da rede municipal de ensino de Pimenteiras tem gerado críticas e indignação entre pais e professores. Um dos posicionamentos que mais repercutiu nas redes sociais foi o do professor e pai de estudante Clemilton de Sousa Dias, que usou seu perfil para questionar o fato de as aulas terem começado apenas no dia 7 de abril de 2026.

Em publicação, Clemilton relatou que a própria filha teve o primeiro dia de aula do ano somente nesta data, o que, segundo ele, é inadmissível. Ele afirma que fala tanto como profissional da educação quanto como pai de aluna da rede municipal.

“Hoje, 7 de abril de 2026, minha filha teve seu primeiro dia de aula do ano. Isso mesmo, primeiro dia de aula do ano, no dia 7 de abril de 2026. Aqui eu falo como professor e como pai. Me desculpe os defensores da gestão, mas isso é inadmissível. Minha filha vai ter as suas férias comprometidas por incompetência de quem deveria ter se organizado antes”, afirmou.

No desabafo, o professor também criticou o planejamento da gestão educacional, citando a realização de manutenção de ônibus escolares e a organização do processo seletivo para contratação de profissionais.

“O governo do estado fez o teste seletivo no ano anterior e ainda teve problemas. Imagina você fazer um teste seletivo na semana, no período que é para as aulas estar iniciando. Isso é um sinal claro de incompetência”, declarou.

Clemilton também demonstrou preocupação com possíveis impactos no calendário escolar.

“É triste nós pagarmos por isso. Nós pais, eu estou falando como pai, como professor fico indignado. Porque a gente se programa. O mês de julho, por exemplo, vamos ter que dar aula, porque os incompetentes não se programaram para que tivéssemos aula durante o período normal. O nosso final de semana será comprometido, vamos ter que dar aula aos sábados, porque os incompetentes não fizeram aquilo que deveriam fazer”, escreveu.

Na publicação, o professor também destacou que educadores frequentemente são responsabilizados quando ocorrem problemas na educação, e defendeu o direito de manifestar sua indignação diante da situação.

“Quando nós, professores, não cumprimos o nosso papel, aí eles batem na gente, reclamam. A culpa é do professor. Por quê? Quando eles erram, nós não podemos reclamar. Cadê o senso de justiça? Respeito aos colegas professores que defendem a gestão a qualquer custo, mas é impossível calar-se diante de uma injustiça dessa”, completou.

A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Educação de Pimenteiras para comentar as críticas e esclarecer os motivos do atraso no início das aulas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação da secretaria.

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