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2ª Votação: Vereadores aprovam doação de terreno para a AGESPISA

19/04/2011

Além de todas as irregularidades o terreno está localizado no meio de uma rua. Afirmou o vereador

Com os votos favoráveis dos vereadores da base do prefeito Eliseu França, Lindomar Amâncio, Ceiça Dias, Valdefran Vieira e Pedro Ribalta a Câmara Municipal de Valença do Piaui aprovou a doação de um terreno a AGESPISA que fica ligada a COHAB. A votação dessa segunda-feira (18) foi vencida por 05 a 02 em favor do prefeito Alcântara. Votaram contra os vereadores Joaquim Filho e Gilmar Barbosa.

O vereador Joaquim Filho disse que não conseguia entender o comportamento dos vereadores aliados do prefeito que mesmo afirmando que o projeto estava errado iriam votar a favor do mesmo. De acordo com o vereador Joaquim Filho a aprovação do Projeto de Lei, além de ser um erro grosseiro da base aliada que dava seu aval ao prefeito que desrespeitou o Poder Legislativo ao doar o terreno sem autorização daquela casa de leis. No mesmo caminho seguiu o vereador Gilmar Barbosa que afirmou não entender os motivos da base aliada votar uma Lei Municipal, mesmo sabendo que a mesma estava errada.

Joaquim Filho explanou o histórico do terreno, que foi doado há um aliado político na véspera das eleições de 2008, depois tomou o terreno e deu para a AGESPISA sem pedir a autorização da Câmara Municipal. Outra denuncia grave do vereador Joaquim Filho é de que o contrato celebrado entre a AGESPISA e a Prefeitura de Valença em 1970 venceu em 2000 e a Câmara Municipal rejeitou sua renovação por considerar prejudicial à cidade de Valença, que não receberia nenhum beneficio pela exploração do seu subsolo. Joaquim Filho explicou ainda, que além de todas as irregularidades o terreno está localizado no meio de uma rua o que por si só já estaria irregular.

As palavras do vereador não sensibilizaram os vereadores da base governista, que se sentiram agredidos pelo vereador, que segundo os mesmos não entendia seus motivos para votar no Projeto de Lei. Ao final a presidenta da Casa Ielva Melão teve que intervir na discussão do projeto para amenizar os ânimos dos vereadores, de um lado a oposição mostrando os erros do projeto e do outro a base governista afirmando que com o poço, o bairro seria atendido com mais oferta de água.

O vereador Lindomar Amâncio devido o acirramento dos debates pediu a presidenta para colocar o projeto em votação e terminar a sessão, ele chegou a pedir para sair da sessão. Ielva Melão explicou que todos os vereadores têm o direito de dar sua opinião sobre o projeto e que caso o vereador desejasse deixar a sessão estava à vontade, mais que seriam ouvidos dois vereadores a favor do projeto e dois contrários, o vereador terminou se arrependendo e não deixando a sessão.

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