Valença do Piauí, 20 de jan, 2021

ADAPI: Mais de 400 Kg de peixe foram apreendidos em Valença

Os peixes foram encaminhados ao aterro sanitário do município

Na manhã desta terça-feira (29) fiscais da ADAPI (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí) procederam a apreensão de 420kg de pescado no Posto da Polícia Rodoviária Federal de Valença do Piauí. Os peixes da espécie Tilápia, eram procedentes da Barragem Mesa de Pedra, localizada na zona rural de Valença com destino ao mercado Público do Junco, em Picos-PI. Um veículo Saveiro e uma D-20 faziam o trajeto quando foram interceptados pela polícia.

A carga era transportada sem a documentação obrigatória de produtos e subprodutos de origem animal. Todo o pescado era transportado na caçamba dos veículos, dentro de caixas de isopor com pouco gelo. As condições do alimento estavam em desacordo com as normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária.

– Nessas condições, não podemos atestar a viabilidade dos peixes para o consumo, e devemos tomar as medidas cabíveis para assegurar a saúde da população e a sanidade animal, que são a apreensão e destruição da carga.; disse Ludmila Moraes, fiscal da ADAPI.

A apreensão de pescado se intensifica nessa época do ano, quando o consumo de peixe é estimulado pela proximidade da Semana Santa. Devido a falta de conhecimento da legislação, vários pescadores procuram escoar sua produção para vender direto ao consumidor final, sem se preocupar com a documentação necessária para evitar burocracias e até apreensões das cargas.

– Eles procuram escoar a grande produção para os mercados das grandes cidades, porém, isto é proibido pela lei. Para o trânsito dentro do Estado, são exigidos documentos zoossanitários, o  Certificado de Inspeção Sanitária (CIE) e da Guia de Trânsito; disse a fiscal.

Os peixes foram encaminhados ao aterro sanitário do município e depositados em vala comum. A doação não pode ser realizada devido a entraves na legislação, que obriga os proprietários dos peixes a armazenar e transportar a carga enquanto testes sanitários são relizados no alimento. Desse modo, nenhum proprietário se prontifica a manter a carga, uma vez que já levou prejuízo.

– Enquanto os peixes não forem destruídos, as despesas de armazenamento, incluindo o transporte, quando for o caso, serão de responsabilidade de seus proprietários ou dos transportadores. Nenhum proprietário vai querer arcar com tais gastos, uma vez que já sofreu o prejuízo da perda da carga; finaliza.

Fonte: acessepiaui

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