Valença do Piauí, 20 de maio, 2022

Argentina vence o Brasil por 1 a 0 e é campeã da Copa América

E Lionel Messi levantou uma taça com a seleção argentina. Foram tantos os insucessos desta geração e era tão grande a fila de títulos que a cena, para muitos, já parecia inimaginável. Mas ela foi registrada na noite deste sábado (10), no Maracanã, o mesmo Maracanã que havia negado a glória a ele e a todos os argentinos em 2014.

Não foi do camisa 10 o gol da vitória por 1 a 0 na decisão da Copa América, título que encerra um jejum de 28 anos, mas sim de Ángel Di María. Como um lembrete tardio de que Messi, em todos esses anos, precisava contar com outros protagonistas para decidir e dividir com ele a responsabilidade de fazer a equipe alviceleste campeã de novo.

Quando Di María foi lançado por Rodrigo De Paul, aos 21 minutos do primeiro tempo, os torcedores argentinos presentes no estádio (cerca de 2.200, mesmo número de convidados brasileiros), devem ter visto um filme passar diante de seus olhos, um filme repetido.

Cara a cara com Ederson, Di María chutaria para fora. Como fizeram Higuaín e Rodrigo Palacio na decisão do Mundial, há sete anos. Como o próprio Lionel Messi, que isolou a sua penalidade e viu a Argentina perder pela segunda vez consecutiva uma final de Copa América para o Chile.

Desta vez, porém, houve outro desfecho. O gol é praticamente uma cópia do marcado por Di María na decisão olímpica de 2008, em Pequim. Lançamento, chute de cobertura, gol.

O desafogo para uma geração que prometia, a partir do ouro olímpico, grandes sucessos com a seleção principal e o retorno da esperança. Mas a vitória tardou tanto tempo em chegar que já não é somente um triunfo, é redenção.

Curioso analisar como o peso da fila não parecia estar do lado argentino neste sábado. Foi uma atuação madura, de um time que nunca deixou de competir, mas cuja competitividade nem sempre estava alinhada com a organização.

Ponto para Lionel Scaloni, o novato treinador que conquista seu primeiro título na função. Tantos outros passaram pelo cargo, e até mesmo Diego Maradona foi colocado nesse posto para desenterrar a Argentina de uma vida sem conquistas.

Em sua edição deste sábado, o diário Olé, da Argentina, falava em “Maradona no céu, Messi na terra”, clamando por uma ação divina que pudesse ajudar a seleção.

Fonte: Folhapress

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