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Ex-alunos abrem fogo em escola, matam oito e ferem nove em Suzano-SP

13/03/2019

Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo

O número de mortos no atentado à Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, subiu para dez no início da tarde desta quinta-feira. Dois homens entraram na escola por volta das 9h30, mataram seis pessoas no local, feriram outras onze, das quais duas vieram a óbito após serem socorridas.

Os dois atiradores teriam se matado no local após se depararem com o Grupo de Ações Táticas Especiais (GAT), segundo o secretário de segurança de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, durante coletiva de imprensa. Os corpos seguem para o Instituto Médico-Legal da região.

Confira a relação de vítimas fatais, segundo o secretário de Segurança de São Paulo:

– Dono de locadora de carro Jorge Antonio Moraes (morreu no hospital)

– Coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Vieira Unezo

– Funcionária da escola Eliana Regina de Oliveira Xavier

– Aluno Paulo Henrique Rodrigues

– Aluno Cleiton Antonio Ribeiro

– Aluno Caio Oliveira

– Aluno Samuel Melquiades Silva de Oliveira

– Aluno João Vitor Ramos Lemos (morreu a caminho do hospital)

– Atirador Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos

– Atirador Luiz Henrique de Castro, 25 anos

Inicialmente, os autores dos disparos foram descritos como adolescentes. Mais tarde, a polícia informou que um deles teria 17 anos, identificado como Guilherme Taucci Monteiro, e outro teria 25, e foi identificado como Luiz Henrique de Castro. Ele faria 26 anos no próximo sábado. O secretário de segurança confirmou que os dois são ex-alunos da escola. Guilherme saiu da escola no ano passado.

Ainda não se sabe se ele foi expulso, nem a motivação do crime.

O governador de São Paulo, João Doria, se disse consternado e manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e dos atiradores suicidas. “Estou profundamente triste, muito impactado. Nunca tinha visto uma cena igual, a mais triste que vi na minha vida”, disse.

O secretário estadual de Segurança de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, disse que este é o dia mais triste de sua vida.

O comandante da PM, coronel Marcelo Sallles, informou que os armamentos utilizados no massacre chamaram a atenção. “Foi uma ação vil e imponderável. Em mais de 30 anos de serviço nunca tinha visto algo do tipo”, disse.

Apenas um dos atiradores usou arma de fogo, um revólver calibre 38, descrito como velho e com a numeração raspada. Uma arma medieval com flechas chamada besta também foi utilizada, segundo o comandante da PM. Um arco e flecha e uma machadinha também estava entre as armas apreendidas. Foram encontrados quatro carregadores de armas de plástico e artefatos que pareciam explosivos, que foram avaliados por agentes do GAT. 

O comandante-geral da PM, coronel Marcello Salles, descreveu o que já se sabe da ação dos bandidos. Primeiro, os dois foram à locadora de carros de Jorge Antonio Moraes, que seria parente de um dos atiradores. Ele foi baleado no local e veio a óbito no hospital, sendo a décima vítima fatal do massacre.

Os atiradores roubaram um onyx branco da locadora com o qual dirigiram para a escola. A Polícia Militar foi acionada após os disparos que atingiram Jorge e em seguida foram para a escola. 

Ao entrarem na escola, mataram a coordenadora pedagógica que tinha mais informações sobre Guilherme. Em seguida, outra funcionária foi assassinada. Marilena Ferreira Vieira Unezo seria a coordenadora pedagógica e Eliana Regina de Oliveira Xavier a outra funcionária, segundo o secretário, que acrescentou que as informações ainda serão precisadas.

Era hora do recreio do Ensino Médio e eles se dirigiram ao pátio. Lá, mataram quatro estudantes: Paulo Henrique Rodrigues, Cleiton Antonio Ribeiro, Caio Oliveira e Samuel Melquiades Silva de Oliveira. Um quinto aluno, João Vitor Ramos Lemos morreu na ambulância a caminho do hospital.

Após os disparos no pátio, os atiradores se encaminharam para o curso de línguas, onde professora e alunos se trancaram na sala, segundo o comandante da PM Marcelo Salles.

Segundo o secretário de segurança, os assassinos se depararam com os três agentes do GAT e teriam se matado no corredor do fundo da escola.

Fonte: O Dia

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1 Comentário

  1. Jjota Junior em 14/03/2019 às 13:35

    Nao adianta armar os professores, mas proibir video game. Estimular a leitura. Vamos aprender coisa boas.

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