Valença do Piauí, 18 de maio, 2026

IBGE aponta que mais de 50% dos piauienses estão fora da força de trabalho

Após o Piauí registrar a 5ª maior taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2026, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram outro cenário preocupante: mais da metade da população do estado em idade de trabalhar está fora do mercado de trabalho.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), o nível de ocupação no Piauí foi de 48,7% entre janeiro e março deste ano. Isso significa que, de cada 100 piauienses com mais de 14 anos, apenas 49 estavam trabalhando ou procurando emprego. Os outros 51 estavam fora da força de trabalho.

O levantamento coloca o Piauí com o sétimo menor nível de ocupação do Brasil. A média nacional é de 58,2%, quase dez pontos percentuais acima do índice registrado no estado.

Entre as pessoas que estão fora da força de trabalho estão estudantes, aposentados, donas de casa, pessoas doentes e também trabalhadores desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego.

“Nem todas as pessoas em idade de trabalhar estão na força de trabalho, que é o conjunto de pessoas que estão trabalhando ou, pelo menos, procurando trabalho. Quanto maior for o número de pessoas na força de trabalho, maiores as possibilidades de produção de riquezas em uma sociedade”, diz a pesquisa.

No ranking nacional, os menores níveis de ocupação foram registrados em Alagoas (46,5%) e Ceará (47,6%). Já os maiores índices ficaram com Santa Catarina (66,4%), Mato Grosso (65,7%) e Paraná (63,7%).

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