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Projeto Viva o Semiárido irá beneficiar região valenciana

29/03/2016
Secretário do Desenvolvimento Rural do Piauí, Francisco Lima, durante lançamento do projeto na região valenciana ano passado.

Secretário do Desenvolvimento Rural do Piauí, Francisco Lima, durante lançamento do projeto na região valenciana ano passado.

O ato de assinatura de convênios com entidades para execução de Planos de Negócios Estratégicos das Cadeias Produtivas da Cajucultura, Ovinocultura e Apicultura no âmbito do Projeto Viva o Semiárido foi realizado nesta terça-feira (29), no Salão Azul do Palácio de Karnak .

O Viva o Semiárido é executado pelo Governo do Estado, por meio da Diretoria de Combate à Pobreza Rural da Secretaria do Desenvolvimento Rural, e tem como objetivo incentivar o desenvolvimento das principais cadeias produtivas dos quatro territórios piauienses, como a ovinocaprinocultura, piscicultura, cajucultura, quintais produtivos, artesanato, dentre outras nestas áreas.

“Queremos recuperar o que a seca danificou e fazer a inclusão de novos produtores de modo a estabelecer um maior aproveitamento, no caso da cajucultura, tanto da castanha como do pedúnculo do caju, de forma moderna, com o uso da tecnologia adequada; incentivar a criação de abelhas para a produção de mel e a criação de caprinos e ovinos, também pensando num ciclo completo até a industrialização da carne, do couro. Enfim, e com essa estruturação, que inclui jovens e mulheres, garantir a movimentação de recursos na economia, gerando emprego, renda,  contemplando  cerca de 800 famílias que estão envolvidas nesses projetos”, destacou o governador Wellington Dias.

Segundo o secretário do Desenvolvimento Rural do Piauí, Francisco Lima, além de melhorar a produção, o Projeto Viva o Semiárido vai fortalecer a comercialização, agregando valor aos produtos.

Ao todo, 17 municípios e 3 entidades âncoras estão sendo beneficiados pelo Projeto Viva o Semiárido.

“Você tem de um lado a Coomapi que atua com a produção de mel na área da apicultura, que além dos produtores que já estão produzindo, está inserindo novos produtores. Tem a AscoBetânia, que é um projeto na área de ovino e caprinocultura, e tem a Cocajupi que é na área de fortalecimento da cajucultura,  sempre  nesse segmento de apoiar a estruturação dos que já estão inseridos na atividade com equipamentos, com melhoria da agroindústria ou com apoio à estruturação do mercado, e também incluindo novos produtores na atividade. A estratégia é não deixar que os projetos fiquem pulverizados, isolados. Eles já nascem dentro de uma estratégia anterior que está sendo conduzida, objetivando incrementar a produção, melhorar a convivência com o Semiárido e fortalecer a organização, sobretudo para a agregação de valor e a comercialização de produtos dos agricultores familiares que vivem nessa região”, ressaltou o secretário.

O presidente da Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Coocajupi), Jocibel Bezerra, falou sobre a satisfação em participar do projeto.

“Na verdade, faltam palavras para expressar a importância desse momento. Nós, que somos da agricultura familiar e temos como fonte de renda principal a cajucultura, estamos hoje tendo a oportunidade de  buscar, por meio desse projeto, a profissionalização da cadeia produtiva do caju.  Nesses três ou quatro anos tivemos um “baque” muito grande com a perda de, praticamente, 50%  dos nossos pomares e, com esse projeto, a gente começa a revitalização das plantações. Vamos ter a oportunidade de revitalizar, de forma diferenciada, pois não é um projeto que visa apenas à distribuição de muda, mas também à assistência técnica. Sabemos que, para se ter um bom pomar, a gente precisa da assistência técnica, máquinas para fazer os tratos culturais, também a industrialização, enfim, é um projeto que vem para mudar a vida do cajucultor”, afirmou Jocibel Bezerra.

O governador disse acreditar que, por meio desse projeto, seja possível melhorar a qualidade de vida da população que vive no Semiárido piauiense. “Eu acredito que com isso nós vamos alcançar um padrão de vida melhor no Semiárido e aqui é só um começo, Na verdade, a gente está potencializando para poder ter uma renda maior à quem já tinha uma atividade dessa na área do caju, na área da produção de mel, produção de bode e ovelha, mas também, incluindo novas pessoas que não tinham renda ou tinham uma renda muito baixa e agora passam também a entrar num ciclo seguro.  Vamos caminhar a partir de agora para outras cadeias produtivas,  a da piscicultura, ou seja, criação, na produção de peixe e industrialização e também outras áreas, mas acho que agora não vamos parar.  A ideia é fazer circular. São cerca de 40 milhões de dólares que estaremos aplicando agora em 2016/2017, em todo o Semiárido”, destacou Dias.

A sede do projeto em Valença funcionará no prédio do Emater, cuja sala passou recentemente por uma reforma.

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