Valença do Piauí, 14 de ago, 2022

Vereadores criticam aumento da violência e falta de punição em Valença

Os vereadores se mostraram bastantes preocupados com o numero crescentes da violência em Valença. A preocupação foi abordada na palavra faculdade da sessão desta segunda-feira (03). O vereador Joaquim Filho (PTB), na tribuna disse que mais preocupante do que o aumento da violência na cidade é a flexibilização das leis que beneficia os infratores, que podem pagar um advogado para continuarem praticando roubos, estupros e todos os tipos de violência contra a população.

Plenário do Legislativo Municipal (arquivo)
Plenário do Legislativo Municipal (arquivo)

Ele afirmou que todos os dias lojas, casas, carros são roubados em Valença e quando a policia consegue prender se o infrator tiver dinheiro ou se for parente ou amigo de um político influente não fica na prisão, assim como aconteceu na operação realizada pela policia no carnaval e no caso recente de pedofilia. Ele pediu mais policiamento na rua como forma de inibir a ação dos bandidos.

O vereador José Itamar (PMDB) concordou com o vereador petebista, mais resaltou que as autoridade precisam dar o suporte necessário para que a policia possa fazer esse trabalho ele citou o pagamento de diárias, combustível e outras ações administrativas do estado e do município como forma de inibir a violência. Ele disse que a violência já está ramificada em Valença em todos os setores, seja em assaltos a mâo armada, roubos, pedofilia, violência contra os idosos e crianças e que a policia precisa agir sob pena de perder o controle. Ele afirmou que está articulando a realização de um fórum de debates para organizar as autoridades no combate a violência em Valença.

A presidenta Ielva Melão (PPS) na tribuna parabenizou o vereador José Itamar pela ideia do fórum de debates e colocou a câmara a disposição do parlamentar. Disse que é preciso tomar medidas serias para coibir a violência em Valença sob pena de a população ter limitado seu direito de ir e vir por causa da violência na cidade.

Ela lamentou as facilidades na soltura dos presos e disse que anos atrás já alertava sobre essa conduta, mais que não foi ouvida pelos colegas. Disse que os traficantes estão loteando a cidade em pontos de drogas e que essa divisão é feita dentro da própria cadeia que serve apenas como albergue porque os presos não são transferidos para a penitenciaria como determina a lei. Em todos os pronunciamentos a confirmação de que existe uma timidez da policia no combate a violência em Valença à certeza da impunidade dos que por ventura sejam capturados.

8 Comentários

VICENTE IZIDORIOM SOARES

O tráfico e o consumo de drogas, que são interdependentes, estão entre os mais graves problemas contemporâneos, sob qualquer aspecto que se encare. Ou seja, tanto do ponto de vista policial, quanto do familiar, social, sanitário, comportamental e até mesmo filosófico, são males que devem merecer combate constante, permanente e incansável, e de toda a sociedade. Ninguém pode ficar de fora dessa cruzada.

Trata-se de uma praga, de um flagelo, de um mal que se espalha com enorme rapidez pelo mundo, atingindo, indistintamente, tanto países ricos e poderosos (como os Estados Unidos e a potências da Europa Ocidental), quanto as mais miseráveis e carentes comunidades nacionais do Planeta, que não têm dinheiro sequer para o atendimento das necessidades essenciais à vida, como alimentação, saúde e saneamento básico. Expande-se, dia a dia, apesar dos volumosos recursos despendidos para coibir seu avanço (que ensejam, por sinal, muita corrupção) e de todos os esforços (repressivos e profiláticos) que se fazem para o seu combate. Certamente a estratégia adotada não é a adequada.

Esta, porém, é uma luta que não podemos perder. Mas que, infelizmente, até aqui, estamos perdendo! E nem é preciso dizer o por quê. Vencê-la é um enorme desafio, não somente para o aparato de segurança do Estado, encarregado de barrar a ação dos traficantes, cada vez mais numerosos e ousados, mas de todas as entidades que compõem a sociedade, como a família, as igrejas, as organizações humanitárias e as pessoas inteligentes e de boa vontade, que sabem da importância da solidariedade na convivência (pelo menos civilizada) entre os diversos grupos, de graus culturais e sociais dos mais diversos. É uma responsabilidade geral, de todos, de maneira indistinta, e que não admite omissões. Busca-se, somente, combater o narcotráfico e suas seqüelas apenas apelando-se para a repressão, quando o fundamental seria aliá-la à educação, baseada em eficaz informação.

Destaque-se que ninguém está livre de ser atingido, de uma forma ou de outra, por este problema, que angustia milhões de lares no mundo. O aumento da violência urbana em nosso país, por exemplo, está diretamente relacionado à expansão do narcotráfico, que hoje domina importantes regiões, urbanas e rurais do País (como o “Polígono da Maconha”, em Pernambuco), promovendo, ou financiando, ou inspirando assaltos, que se multiplicam, mormente nas grandes cidades, pondo em risco a nossa segurança pessoal e a do nosso patrimônio. Não existe o traficante “bonzinho”, embora muitos deles tentem se passar por filantropos e supram (até certo ponto), em comunidades extremamente carentes, como as favelas do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Campinas, de Belo Horizonte etc., o papel social que deveria ser desempenhado pelo Estado, mas que este não vem desempenhando.

E se as vendas de drogas estão aumentando, é porque, logicamente, há um número crescente de consumidores. É a inflexível lei da oferta e da procura em ação. Raras são as pessoas, por exemplo, que ainda não passaram pelos riscos e dissabores de serem assaltadas: em suas casas, nas ruas, nos estabelecimentos comerciais, nos bancos, nos ônibus e em qualquer outra parte. Boa parte desses assaltos, destaque-se, é praticada por viciados, que buscam, mediante o crime, obter recursos para sustentar esse caro e destrutivo vício. As drogas, portanto, têm contribuído, sob todas as formas, para tornar nossa vida tensa, insegura e cada vez mais complicada (e menos valorizada).

Por outro lado, seria infantilidade afirmar que, embora não venhamos a nos viciar, não estejamos sujeitos a ter nenhum parente (filho, irmão, neto ou sobrinho, não importa) viciado. Por melhor que seja nossa estrutura familiar e a educação que proporcionemos aos que dependem de nós; por mais unidos que sejamos na família, nunca estaremos livres por completo desse perigo. Não podemos afrouxar e nem abrir a guarda jamais. É preciso permanente, constante e sábia vigilância sobre os nossos filhos. E, sobretudo, é necessário o diálogo. Muito, e incansável, diálogo: franco, amigo, direto e sincero.

O assédio dos narcotraficantes, principalmente aos jovens, ocorre cada vez com maior freqüência e ousadia em todos os lugares que eles freqüentam: nas escolas, nos clubes, nos bares, nas boates etc.. E, na maioria dos casos, os pais somente descobrem que os filhos estão viciados quando já é tarde para evitar. Crianças de apenas oito anos de idade estão sendo cada vez mais assediadas e acabam, fatalmente, por se viciar, sem que ninguém sequer desconfie.

Contraído o vício, começa, para o infeliz que deu esse mau passo (e para a sua família), a dura, a tensa, a dramática e nem sempre bem-sucedida luta para se livrar da droga. Trata-se de um processo sofrido, penoso, traumático e que requer muita, muitíssima, extrema força de vontade do viciado para dar certo. Quem já tentou parar de fumar sabe o quanto é dolorosa a chamada “síndrome de abstinência”. No caso das drogas proibidas, como a maconha, o crack, a cocaína, a morfina, a heroína etc.etc.etc., o sofrimento é mil vezes (ou mais) pior! E o índice de sucesso, infelizmente, é extremamente baixo. E, ainda assim, ocorrem inúmeros casos de recaída.

O aliciamento ao vício sofistica-se, explorando, sobretudo, os pontos fracos das crianças e dos adolescentes, vulneráveis à experimentação que os irá viciar com enorme rapidez. Ele se dá, sobretudo, com a exploração da curiosidade, da rebeldia e do desejo dos jovens de mostrar independência em relação aos mais velhos, com o que se tornam, paradoxalmente, não apenas dependentes, mas escravos dos narcóticos e dos narcotraficantes. O chamado “formador de opinião” (se é que alguém, de fato, forme opiniões), ou seja, o jornalista, principalmente aquele que dispõe de uma coluna diária, semanal ou mensal (não importa), tem importante papel a cumprir, nesse aspecto que, a bem da verdade, não vem cumprindo (não, pelo menos, com a constância e a eficiência necessárias). Afinal, jornalismo não se restringe somente, como muitos parecem pensar, à política, à economia, aos esportes e às variedades…

05 jun, 2013 Responder

Ivonete Soares

Joaquim Filho, o papai foi empurrado na feira e caiu, nesse momento roubaram R$900, OO (NOVECENTOS REAIS)dele, então eu te peço para pedir policiamento no Xerem,eu acho que pelo fato de ja ser idoso 87 anos, ele não deixou registrar queixa.Outra coisa absurda que acho é a praça em frente a câmara ficar dia e noite com pessoas bebendo e ninguem nem idoso e nem crianças podem mais passear.

05 jun, 2013 Responder

VICENTE IZIDORIOM SOARES

Ivonete,
Infelizmente em Valença tem acontecido isso com muito freqüências e sem que as autoridades competente tome providências. Você setor a praça Jose Martins mas temos vários outro espaços públicos que utilizado para fins privados, principalmente nos festejos natalinas.

06 jun, 2013 Responder

Ivonete Soares

POR ISSO MESMO QUE CITEI A PRAÇA JOSE MARTINS, PELO FATO DE SER DIARIAMENTE E NÃO SÓ NOS FESTEJOS. AGORA MESMO ACABEI DE VER A TURMA LÁ.

06 jun, 2013 Responder

Cesar Oliveira da Silva

Como se fosse proibido as pessoas beberem!! imagina!!

06 jun, 2013 Responder

Jota Junior

Valença tornou-se uma cidade violenta, devido as drogas e falta de policiamento.Precisamos de ações mais enérgicas e a participação do poder público hoje em dia não se pode sair durante a noite e até mesmo de dia.As praças da cidade serve para vadiagem. Que o poder publico cumpra-se com a sua parte revitalizando estes espaços para lazer . Que tal em nossa cidade as Unidade se Policiamento pacificado.

07 jun, 2013 Responder

francisco otavio

A cidade necessita de ações seja na parte de segurança e de educação, lazer e a participação da família, que é algo de grande importância. Mas ainda existe salvação para esta cidade a união entre os poderes a meu ver o poder publício em Valença é omisso em várias questões.
Valença precisa de uma choque de gestão e que haja mais policiamento seria bom se a Rone tivesse na cidade..

07 jun, 2013 Responder

Francisco Anderso

Nossa Francisco Otavio,Valença esta perigosa assim?pois estar pior que o RIO DE JANEIRO.

03 ago, 2013 Responder