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Casa da Tia Dina recebe iluminação natalina. Fotos

02/12/2011

Casa da Tia Dina

Uma dos casarões mais antigos da cidade, a Casa da Tia Dina de propriedade do casal Atêncio e Sônia Bonfim recebeu na noite desta quinta-feira (01) uma iluminação especial para recepcionar as pessoas que passam pela Praça Getulio Vargas com seus vários destinos. A iluminação revestida de silicone chama atenção dos transeuntes e alegra o local que fica aos pés da Igreja de Nossa Senhora do Ó e Conceição.

A Casa da Tia Dina é um dos patrimônios de Valença e fruto da abnegação do casal Atêncio e Sônia Bonfim em preservar a historia de nossa gente. O portalv1 reproduz uma matéria do ex-colunista do portalv1 Gregório Veloso (in memoriam) escrito na época da inauguração da casa em 2009. Veja

“CASA DA TIA DINA”

Nossos antepassados já diziam que para sermos completos era preciso escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho e construir uma casa. Foi começando dessa forma que Sonia Maria contou para celebrar os seus desejos infantis de “restaurar a casa da tia Dina”, remarcando nesta nova era uma vida na sua demonstração de vínculo com aquele imóvel, desde as palavras de sua avó Mundoca, até a apresentação final no seu texto, tudo construído através do tempo e exemplificando com o carinho que aquela casa tem perante a sua importância, alistando ao final, na sua ímpar valencianidade, a “nova casa” desta forma: “hoje se vejo meu projeto realizado agradeço diretamente ao Atêncio, meu marido, companheiro leal de muitos anos, que compartilhou comigo do mesmo sonho e não mediu para que tudo saísse conforme minha vontade”.

Durante mais de um século desde a sua construção feita em adobe e sem cimento, a casa de Manoel da Silva Nogueira (Capitão Pelado) e Dina Ferreira Dantas, permaneceu arraigada naquele lugar, um local de muita umidade, mas conservou-se esse tempo todo, sem sequer permitir que restaurações de ordem exterior pudessem ser feitas, pelo que sei. É evidente que a sabedoria do tempo lhe fez assim inabalável, certamente que como outras casas centenárias, ela estivesse esperando pela vontade da Sonia, “presente do seu emaranhado mundo de lembranças”, aguardando apenas que o momento lhe permitisse para não admitir que fizessem dela o que já fizeram com outras construções centenárias que por ali já caíram, ou foram derrubadas.

E a casa do Capitão Pelado permaneceu para que alguém fizesse dela não apenas uma aspiração de ordem pessoal e cultural, mas fosse o exemplo de 111 anos de história e de solidariedade que tanto representaram Manoel Nogueira e Dina Dantas. Que este seu gesto se transforme também no despertar do nosso desejo de preservar resgatando a nossa história. Que muitos ‘tios’ de outros tempos que como os seus já se foram, tenham neste seu exemplo o entusiasmo de olhar na preservação da cidade não apenas apreciando este aspecto histórico, mas, sobretudo, em outros que precisam também ser bem vistos. Compreender o desenvolvimento histórico sócio-cultural de uma sociedade é saber dar valor a sua gente. Parabéns a você, ao seu marido Atêncio que muito bem se envolveu, aos filhos Atêncio Filho, Donária e Dilana, ao Paulo Henrique, filhos que compreenderam o valor deste resgate.

Gregório Veloso

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