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E AI PREFEITO, VAI ENCARAR?

27/05/2009

Quem exerce o direito de criticar, tem também o dever de sugerir as soluções. Subir na tribuna apenas para censurar por censurar, isso aí qualquer um sabe fazer. Tormentoso é instigar uma autoridade pública a criar vontade política e coragem para adotar uma providencia reclamada pelo povo. No primeiro mandato do atual prefeito, onde está edificado o Terminal Rodoviário, diga-se de passagem, um dos melhores do interior, havia uma quadra inteira de terreno de muro baixo, inútil, que não servia de nada, além de depósito de lixo a céu aberto. O prefeito aspirava construir um Terminal Rodoviário e movimentava-se politicamente para arranjar os recursos no governo Freitas Neto, mas faltava o principal que era o terreno. E haja sugestão, mas o Município não dispunha de uma área no seu patrimônio imobiliário capaz de abrigar um edifício daquela envergadura. O prefeito procurou na Valencinha, no Bairro Lavanderia, mas, “a voz rouca das ruas”, nunca parou de pressionar pela escolha da quadra entre as ruas Epaminondas Nogueira c/ Eurípedes Martins, centro, pois ninguém precisava pegar taxi para chegar ao terminal, e também porque o povo, como neste momento, estava de ‘saco cheio’ com aquela área sem utilidade, encravada no centro da cidade. A história agora se repete com aquele prédio em ruínas(maternidade) próximo ao Terminal Rodoviário, não sei se agora há a mesma disposição de outrora, mas, pelo menos três vozes já se levantaram proclamando a vontade popular, os vereadores: Tico Adriano, Lindomar Amâncio e Joaquim Filho, e eles não inventaram nada, falaram apenas o que o povo diz nas ruas, “é preciso uma providencia” e eles foram mais longe, indicaram soluções. Podem ser complexas neste momento, demandam tempo, estudos e ações que nem sempre estão ao alcance de quem está com a caneta, mas o prefeito a exemplo do fez no passado, se for adotar qualquer das providencias que eles sugeriram, terá a exata ciência que contará  com a simpatia popular. E aí prefeito, vai encarar?

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2 Comentários

  1. CONTOU COM VC ALCANTAR ENCARA ESSA CARA NÃO DEIXA ESSES POLITICOS SO FALA MAL DE VC, ESTOU DE LONGE MAIS SEMPRE PROCURO SABE DA MINHA CIDADE MARAVILHOSA , TAMBEM QUERO CONTA COM VC PARA RESOLVER O PROBLEMA DE UM DOS NOSSO MAIOR PATRIMONIO QUE O RIO CATIGUINHA, VE SE COLOCA UM PROJETO PARA LIMPAR ESSE RIO OK.

  2. Kássio Gomes em 28/05/2009 às 14:55

    A discussão dos vereadores sobre antiga “maternidade Chiquinha Nunes” não é, senão, o eco de populares como o nobre colunista coloca em sua eloquente matéria. Quando li sobre o assunto senti reavivar dentro de mim um anseio antigo – o daquele prédio um dia poder se tornar um Centro Cultural – e nesse ponto cabe aqui ressaltar a idéia do vereador Joaquim Filho, para mim a mais acertada no momento. Valença não possui cinema, não possui um espaço de exposição de artes, nem um teatro… Caso seja levado adiante esse projeto serei o primeiro popular a levantar a voz a seu favor, pois não é de hoje que venho buscando alternativas para o caso “maternidade”, mandei inclusive uma gravação de como estava aquele espaço com as imagens contraditórias da ambulância nova e do prédio em ruínas, para o Ministério da Saúde investigar, mas obtive nenhuma resposta. Desde o ano 2000 realizo uma pesquisa sobre o escritor valenciano Permínio Asfora que poucos conhecem, tive contato com sua família que está, inclusive, disposta a mandar para Valença todo o seu acervo pessoal que é, diga-se de passagem riquíssimo, pois tem ali até cartas trocadas com os grandes mestres da literatura nacional como Érico Veríssimo e uma fortuna crítica feita por Jorge Amado, Raquel de Queiroz, Mário de Andrade, dentre outros. O Espaço da maternidade bem poderia compor um complexo cultural dos mais destacados do Piauí e sugiro que levasse o nome do escritor Permínio Asfora.

    Kássio Gomes – professor.

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