Valença do Piauí, 29 de fev, 2024

Facebook testou emoções de 700 mil às escondidas

ng3420698O Facebook, está a ser alvo de críticas depois de se ter descoberto que, em 2012, terá conduzido uma experiência em cerca de 700 mil utilizadores sem o seu conhecimento. Para controlar a que expressões emocionais os utilizadores estavam sujeitos, o Facebook manipulou, inclusive, ‘feeds’ de notícias

A pesquisa foi feita por duas universidades norte-americanas, a Universidade de Cornell e a Universidade da Califórnia em São Francisco, com o objetivo de avaliar as expressões emocionais a que os usuários são expostos no feed de notícias e se isso os levava a mudar comportamentos quando faziam as suas próprias publicações.

Ao longo de uma semana a experiência foi realizada em 689 mil utilizadores do Facebook e concluiu que aqueles que tinham no seu feed de notícias menos histórias negativas, estavam menos propensos a escrever uma publicação negativa, e vice-versa.

Depois das críticas a que tem sido sujeito relativamente à forma como a pesquisa foi realizada e o impacto que essa pode ter, o gigante das redes sociais esclareceu que “nenhum dos dados utilizados foi associado a um perfil de Facebook específico”, cita a BBC.

Jim Sheridan, membro de um dos comités parlamentares britânicos, já pediu uma investigação sobre o assunto. “Eles estão a manipular o material da vida pessoal das pessoas e eu estou preocupado com a capacidade do Facebook e outros para manipular os pensamentos das pessoas na política ou em outras áreas”, revela o deputado. “Se as pessoas estão a ser controladas desta forma é necessário que sejam protegidas ou que, pelo menos, saibam que o estão a ser”.

Adam Kramer, um dos coautores do relatório sobre este estudo, disse à BBC que ” era importante investigar o que leva as pessoas a sentirem-se negativas ou deixadas de fora ao ver os amigos publicar conteúdos positivos”. “Ao mesmo tempo, estávamos preocupados na possibilidade da exposição à negatividade dos amigos pode levar as pessoas a evitar visitar o Facebook”, acrescentou.

Ainda assim, Kramer admitiu que a empresa não especificou claramente o que pretendia fazer e desculpou-se pela preocupação que a forma como o estudo foi desenvolvido tem causado.

DN Portugal

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