Valença do Piauí, 28 de nov, 2021

Gestão regional da saúde em Valença é denunciada por secretário

Secretário de saúde de Barra d’ Alcântara Wellyton Bispo
Secretário de saúde de Barra d’ Alcântara Wellyton Bispo

O secretário de saúde de Barra d’ Alcântara Wellyton Bispo conseguiu incluir na pauta da próxima reunião dos Prefeitos do Território do Vale do Sambito, que será realizada em Janeiro na cidade de Inhuma o problema da regulação da regional que atende as cidades da região valenciana. De acordo com o secretário, o SUS libera vários exames para as cidades conveniadas na região, mais as prestadoras de serviços em Valença e nas outras cidades se negam a fazer os exames obrigando as prefeituras a pagar duas vezes. “E quando as secretarias mandam a autorização para a clinica fazer os exames, eles pedem o cartão do SUS” disse.

Ele informou que o conselho que reuni os secretários de saúde da região convocou os prestadores de serviços, mais nenhum compareceu com exceção do diretor do hospital Jarbas Matias que veio, mais não trouxe nada escrito.

Outra preocupação levantada pelo secretário foi quanto a falta de resolutividade por parte da regional e do Hospital Eustáquio Portela, que de acordo com o secretário não estão fazendo sua parte, uma vez, que a responsabilidade das prefeituras é com a atenção básica, mais muitas vezes são obrigadas a gastar com o transporte dos pacientes para Teresina, cuja responsabilidade é do hospital regional.

Ele pediu que os prefeitos se reúnam com os prestadores de serviços e com a direção do hospital regional para obrigá-los a cumprir as normas da regulamentação, sob pena dos gestores responderem por improbidade administrativa como co-responsáveis. “Como é que eu vou pagar um serviço que o SUS já oferece” afirmou.

Ele relatou as dificuldades encontradas pelos secretários ao enviar mulheres grávidas para Valença. “Agente manda as mulheres para ter um parto em Valença e o mesmo só é feito quando eles percebem que a mulher vai morrer” pontuou. Ele citou dois casos recentes vividos por duas mulheres de Barra d’ Alcântara. “A esposa de um vereador foi enviado para o hospital de Valença e lá informaram que a mesma não estava em trabalho de parto, devido ao sofrimento da mesma a enviamos para Elesbão Veloso, ao ser realizado o parto, a criança estava roxa quase não chorou mais. No outro dia enviamos outra mulher que estava sofrendo e suando e ai disseram que não estava em trabalho de parto, felizmente o motorista mim ligou ai eu liguei para o Dr. Jarbas perguntado se o mesmo estava esperando responder um processo porque tinha uma mulher ai e apenas uma enfermeira fez a avaliação, cadê o medico? Se não resolver esse problema vou tomar as minhas providencias, mais tarde mim ligaram informando que o parto tinha sido feito”.

Ele afirmou que o hospital regional precisa de um atendimento mais humanizado, assim como é feito em Elesbão Veloso. Os prefeitos e os vice-prefeitos presentes confirmaram as denuncias do secretário e se comprometeram em discutir o problema e adotar as medidas necessárias na próxima reunião dia 17 de janeiro na Inhuma, bem a divulgação dos nomes das prestadoras de serviços. O secretário afirmou ainda que o único objetivo dos secretários  e dele próprio é melhorar o atendimento a população e não é confrontar com os prestadores de serviços ou com o próprio hospital regional.

Ouça a fala do secretário Wellyton Bispo.

5 Comentários

Aurilene Rocha

Trabalho neste hospital a 8 anos, e desde que entrei nunca vi o diretor quer dizer nenhum dos funcionários serem negligentes com algum paciente, assim como diz o secretario de saúde de Barra d’ Alcantara: Wellyton Bispo, no porta v1.
Acho que em primeiro lugar ele deveria ter mais informação, e não sair falando besteira a respeito do que não sabe.
As técnicas de enfermagem e enfermeiras que trabalham na sala de parto são muito eficientes e estudaram para o serviço, inclusive o hospital conta com 3 enfermeiras obstetras, muitas vezes o que ocorre e as gravidas virem com o intuito de fazer uma cesariana para não sentir dor, tendo condições de ter um parto normal, achando que quando chegarem a enfermeiras não vão avaliar e ver se ha ou não condição para isto.
Ele relatou que veio uma mulher em trabalho de parto “SUANDO” rsrsrsrs, qual a pessoa que neste calorão isso não acontece???;
Meu amigo nós somos humanizados sim, e fazemos sempre treinamento p/ isso.
venha participar de uma reunião do nosso GTH (Grupo de Trabalho Humanizado).

26 nov, 2013 Responder

Aurélio

Pois não parece querida funcionária!
Acho correto você falar por si só e não defender quem vc não monitora 24h,apenas por ser colega de trabalho,você não está sendo justa em não ouvir o outro lado da coisa!
Não estou criticando,mais realmente existem funcionários stressados com algum problema extra HREP,principalmente uma enfermeira que não preciso dizer o nome.A mesma trata todo mundo mau!
Inclusive já fui vitma da mesma!
Só queria dizer que no dia em que você se depara com uma situação com seu filho a meia noite com 40º de febre procurar o HREP e ser orientado a ir para um Posto de Saúde,quero ver vc defender com unhas e dentes!
Desculpe a sinceridade e o desabafo de quem já ´´infelizmente´´ teve que passar pelas mãos de vcs!

26 nov, 2013 Responder

Aurélio

Perguntem a família do jovem que se acidentou de moto em Novo Oriente(onde um veio a falecer),o que os médicos de Teresina falaram ao atenderem o rapaz!
O rapaz foi sufocando-se e engasgando-se com seu próprio sangue daqui até lá!
Os médicos disseram que não sabem como ele não morreu!
e que o tranlado foi mais prejudicial do que o acidente!

26 nov, 2013 Responder

Ana

De cada 10 ou mais atendimento no HREP é que pode ter um com tratamento humano, quantas mulheres não ficam sofrendo e terminam tendo seus filhos sozinhos na sala de pré-parto? eu mesma já tive pessoas da minha família que sofreu demais pq não podia ter um filho normal,teve seu filho arrancado de qualquer jeito e nem viu a cara de um médico. Isso deixa qualquer traumatizado.

26 nov, 2013 Responder

Dailson da Silva Siqueira

muito bem 100% aprovado não sei por que nenhuma das “autoridades” de Valença também não chega junto e denuncia esse monte de falcatrua, existente nesta cidade.

11 dez, 2013 Responder