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Margarete pede criação de órgãos de defesa da mulher nas cidades

24/02/2016
vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho

vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho

O Governo do Estado por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres tem como objetivo sensibilizar e incentivar gestores a criarem um espaço na administração municipal para elaboração, articulação, coordenação e execução de ações em conjunto com o Governo Federal, a fim de garantir a execução de políticas.

Nesta terça-feira (23) no auditório da Associação Piauiense de Municípios (APPM), a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho ministrou palestra sobre a violência contra as mulheres para prefeitos e prefeitas durante assembléia geral e trouxe como foco principal a implementação de organismos governamentais de políticas públicas paras as mulheres nos municípios.

Neste sentido, ações de combate à violência contra a mulher foram traçadas para serem construídas e desenvolvidas nas secretárias de Planejamento, Segurança, Educação, Saúde e Coordenadoria da Mulher por meio do Planejamento Plurianual. “No início do governo discutimos o projeto de Piauí que todos querem em todos os territórios e elaboramos em conjunto com a sociedade civil, técnicos e gestores municipais o Plano Plurianual 2016-2019. E foi muito importante o que ouvimos, detectamos que as questões referentes à violência contra as mulheres e a segurança deficiente são os tópicos que mais amedrontam e comprometem a qualidade de vida dos cidadãos”, explicou Margarete Coelho.

Segundo a vice-governadora, a mulher é a principal vítima na sociedade e em todas as fases da vida. “Se não chegarmos com essas políticas públicas a cada um dos municípios para que cada um desenvolva essas políticas, não vamos obter sucesso, pois é no município onde a mulher é agredida, espancada, morta, vitima de violência doméstica. Isso tem comprometido seriamente os índices de desenvolvimento do Brasil. O Piauí possui um dos menores índices e, ainda assim, nos chocam todos os dias, nos grupos sociais, chegarem fotografias de mulheres que têm seu corpo agredido e com modalidades de estupros, que não existem em outras regiões do Brasil”, destacou.

A coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Halda Regina, explicou que a criação de órgãos em defesa das mulheres é uma interface política com todos os outros órgãos. “Estamos recebendo orientação da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) para a implantação desses organismos. A SPM entende que estes potencializam as ações do poder público para reverter o quadro de desigualdades, que persiste na estrutura da sociedade brasileira”, explicou Halda Regina.

Margarete Coelho ressaltou que a criação dos organismos não irá gerar despesas para o governo estadual e municipal.  “No Piauí, dos 224 municípios temos esses organismos em apenas cinco e isso é muito pouco. É necessário a implantação de mais polos de políticas para as mulheres. Precisamos estar em todos os municípios com ações, campanhas e com repressão à violência contra a mulher. Criar um organismo de defesa das mulheres não é criar uma despesa a mais no município, mas é ter capacidade de captar recursos  através da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres,  Ministério da Justiça, os quais todos os anos abrem  editais para distribuir recursos de políticas públicas paras as mulheres”, enfatizou.

O presidente da APPM, Arinaldo Leal, agradeceu a participação da vice-governadora e acrescentou a importância de todos os prefeitos estarem buscando mais informações a respeito dos organismos.

“É uma política interessante e vamos orientar os prefeitos a implantar e usar estrutura que os municípios disponibilizam para trabalhar em defesa das mulheres. Esse foi o primeiro passo que demos e vi, ao final da reunião, muitos prefeitos interessados em buscar a coordenadora de políticas publicas para mulheres para dar inicio a implantação dos organismos”, acrescentou Leal.

Fonte: governo do estado

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