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MP denuncia 7 PMs por morte de gerente em Miguel Alves, filho de Pimenteiras

03/12/2015
Ademyston Rodrigues Alves

Ademyston Rodrigues Alves

O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em novembro contra sete policiais militares que seriam responsáveis pela morte de quatro pessoas no dia 30 de maio de 2013, na cidade de Miguel Alves (110 km de Teresina), incluindo o gerente do Banco do Brasil da cidade, Ademyston Rodrigues Alves, 34 anos. Um dos denunciados é Erotildes Messias de Sousa Filho, tenente coronel do Bope. O MP pede ainda a reconstituição do crime.

Além do coronel, foram denunciados o tenente do Bope, Francilio Alves de Moura, o cabo do Bope Fernando Cardoso, o cabo Sammyr Oliveira Rocha e os soldados Fernando Braga de Araújo, Salomão Fortes da Costa Júnior e Antônio Valterli de Sousa Melo. De acordo com a denúncia oferecida ao juiz da comarca de Miguel Alves, Sérgio Roberto Marinho fortes do Rêgo, os policiais devem responder por homicídio doloso e tentativa de homicídio.

As vítimas seriam Ademyston e mais quatro homens, sendo estes apontados como integrantes do bando que realizaram o assalto ao Banco do Brasil da cidade naquele ano. Eles são Maylon Melo da Silva, Horlean Pereira de Araújo e Higo Flores da Silva. Há ainda denúncia por tentativa de homicídio contra o agente de crédito do banco, também feito refém, André Rodrigues Rocha.

O coronel Sousa Filho é apontado pelo Ministério Público como responsável direto pelos quatro homicídios dolosos qualificados e ainda da tentativa de homicídio qualificado. Os demais policiais, de acordo com os promotores, devem responder por cinco tentativas de homicídio qualificado. A qualificação do crime estaria caracterizada pela impossibilidade de defesa das vítimas.

A justificativa é de que os policiais integravam a Operação Volante e que o coronel, que comandava a operação, “tinha prévio conhecimento que o roubo aconteceria naquela data, dos veículos a serem utilizados no evento criminoso, das alcunhas e características dos envolvidos”. Tendo montado barreiras para conter o grupo criminoso, a denúncia afirma que foi indiferente ao comandante que a ação poderia “produzir o resultado morte, que viria efetivamente a ocorrer”. O Ministério Público aponta o coronel como autor intelectual das mortes.

O documento encaminhado ao juiz afirma que os policiais tinham conhecimento da existência de reféns no veículo utilizado pelo grupo na fuga. O texto diz ainda que o armamento utlizado pelos policiais era de grosso calibre (fuzis) e que a intenção dos militares era coibir a ação criminosa a tiros com armas letais. A denúncia diz que o Laudo Médico Forense consatou que os disparos foram efetuados por armas semelhantes às usadas pela polícia, sendo “de grosso calibre, a longa distância e que provocaram a morte da vítima”.

Para que não reste dúvidas quanto às provas apontadas na denúncia, os promotores de justiça Liana Melo Lages e Márcio Carcará solicitaram ainda a reconstituição do crime ao juiz do caso. Foram indicadas ainda 35 testemunhas para o caso. Com a denúncia aceita, os policiais irão a julgamento pelo tribunal do júri.

Fonte: cidadeverde

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