Valença do Piauí, 24 de fev, 2024

Operadoras de telefonia lideram ranking de reclamações no PI

telefonia móvel
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O Procon do Piauí, Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor vinculado ao Ministério Público Estadual (MPE), divulgou nesta sexta-feira (21) os dados referentes aos números de processos abertos em 2013 com reclamações de consumidores no Estado. Ao todo, de 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano passado, foram 10.023 atendimentos registrados pelo órgão. Desse total, 1.569 casos, ou 15,68% foram contra as operadoras de telefonia móvel e fixa em atuação no Piauí. O primeiro lugar geral na lista continua sendo a Eletrobras Piauí, companhia prestadora de serviços de energia elétrica no Estado. Foram ao todo 724 casos de queixas nominais no ano passado. Mas juntas, três, das quatro operadoras de telefonia tem número maior que o dobro do primeiro colocado.

“Esse é um movimento que observamos há um certo tempo. Com a privatização das companhias públicas esperava-se que a concorrência fosse mais acirrada e os serviços de telefonia melhores. Isso não tem ocorrido na prática. Chego a receber casos aqui de pessoas sendo obrigadas a acionar o Procon para cancelar uma linha de telefone porque não conseguem através da central de atendimento”, revela o conciliador Campelo Júnior.

Ainda vigoram na lista a Companhia de Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa), bancos e operadoras de cartão de crédito. Os dados foram divulgados no mesmo dia em que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou portaria facilitando o cancelamento de serviços a critério do cliente.

Após a publicação no Diário Oficial da União (DOU), a empresas vão ter prazo de 120 dias para se adequar a nova realidade. A portaria prevê que os cancelamentos sejam efetuados sem o intermédio dos call centers.

O cliente pode ter, no mínimo, duas opções: a primeira diz respeito a possibilidade de cancelamento através da página na internet de cada empresa (as telefônicas terão até 48 horas para efetivar a solicitação); a segunda é disponibilizar o pedido do fim do serviço através da teclagem de uma opção em menu eletrônico pelo telefone.

“Vamos acompanhar de perto a execução desse novo serviço aos clientes. Se mesmo assim, os consumidores se sentirem lesados, basta acionar o Procon”, explica o conciliador.

Fonte: cidadeverde

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