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Presidente da Câmara Henrique Martins discursa na tribuna da Câmara.

11/10/2008

Vereador Henrique Martins

A coluna divulga na integra o discurso feito pelo presidente da Câmara Vereador Henrique Martins na sessão desta sexta-feira (10). Além de agradecer os votos recebidos o presidente reconhece a derrota nas urnas e deixa várias interrogações sobre o pleito de 05 de outubro. O discurso foi aplaudido pelos vereadores presentes a sessão confira:  

Todos os caminhos são mágicos quando nos levam aos nossos sonhos!

Sonhos que fazem parte de nossa vida, sonhos que nos fortalecem, que nos fazem confiantes, sonhos que nos dão forças para suportamos as derrotas de frontes erguidas. Perdi uma batalha, mas não perdi a guerra! Valença é minha Terra Natal, tenho todo motivo para dizer: Terra dos meus sonhos! Por ela já enfrentei e continuarei enfrentando toda e qualquer adversidade; por ela, saberei entender e suportar os ventos do insucesso com suas rajadas frias cortando nossas faces, tentando arrebatar nossas esperanças! Por ela valencianos saberei compreender certas atitudes, decorrentes da incontida ambição humana, tornando as vezes vulneráveis a própria dignidade do homem tornando as vezes vulnerável a própria dignidade de homem, numa invenção de valores, mormente, ainda em especial, quando os interesses giram em torno da Prática da Democracia em um processo eleitoral. Por ela valencianos saberei entender as diversidades pessoais próprias do processo eleitoral, na disputa de qualquer cargo eletivo, que deveriam restringir-se tão somente ao campo da democracia, no entanto são desvirtuadas, dando lugar, muitas vezes, ao surgimento de artifícios de competição, nem sempre dentro das regras da lealdade política, mormente quando se sente os indícios do efeito do poder econômico, sorrateiramente “anestesiando” a consciência do eleitor menos protegidos, em flagrante competição desleal. A lide política nos traz além das vitorias e derrotas um grande desgaste emocional quando esta avaliação é feita pelo lado humanamente humano, haja vista aqueles “juramentos” espontâneos de amizade, que ouvi de tantos amigos no passado, julgando-os verdadeiros, alimentei o meu ego que hoje se arrebenta ao peso de uma grande frustração só em pensar que teriam sido mera hipocrisia. Comprometer sua própria dignidade, em um evento cívico como as eleições já seria por si só um gesto abominável. E tentar “mercantilizar” a dignidade dos outros, por serem pobres, carentes, passando privações, não seria apenas abominável, seria uma invasão do sentimento humano, além de perverter o exercício da democracia. Não seria esta a hora de debulhar ressentimentos por um fracasso nas urnas. Fracasso que pode caber tanto uma interpretação fria, numérica de um resultado depositado nas urnas com convicção da escolha quando um resultado “induzido” por métodos escusos, ainda não dominados inteiramente pela Justiça Eleitoral. Aqueles métodos que se processam segundo a consciência de acertos postulantes a cargos eletivo, que encontram um campo livre (ainda), na exploração da subsistência de muitos eleitores. Aceito e não contesto os resultados que me excluíram na recente eleição, reconheço humildemente minha derrota. As maquinas eletrônicas não falhariam, por certo. Mas antes da maquina já vem operando a “maquina humana”, com suas virtudes e também com suas inúmeras fraquezas, principalmente daquelas que não se sentem, ainda comprometidos com a evolução ética do processo eleitoral e que certamente, persistem em achar, pelo dito popular que eleição é um mercado de “compra e venda”de votos. Seria lamentável se isso esteja ainda ocorrendo! O que me surpreende, meus senhores e senhoras, é que as pesquisas realizadas na semana que aconteceu as eleições, colocaram-me em empate técnico com o vereador que foi o mais votado. Buscar a perfeição seria o ideal de luta, embora impossível de alcançar. Mas espera-se, pelo menos, que a decisão de escolha final dos candidatos seja realmente um resultado “absolutamente tranqüilo da manifestação da vontade livre e soberana do povo, sem qualquer artifício de inibição da vontade popular” decorrente de eventual tentativa de “subornar” o eleitor, diante de possíveis ofertas oportunistas e mercenárias, valendo-se muitas vezes do seu estado de carência, momento em que se torna uma “presa fácil” dos sedutores que se prevalecem do seu poder econômico. Tal pratica desconfio que ainda ocorra, e que não esteja apenas no acervo folclórico das poesias de cordel. Finalizando, quero agradecer aos meus familiares e amigos que se ombrearam voluntariamente comigo na minha luta, em campanha, aos meus correligionários e, em especial, a todos aqueles eleitores, que votando em mim neste ultimo pleito, renovaram sua perseverança e confiança em minha pessoa, na mais fiel lealdade e coragem de compartilharem comigo o meu insucesso.  Muito obrigado.             

 

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