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Ressaca

03/01/2009

A sessão da Câmara de Vereadores, que elegeu o presidente Gilmar Barbosa deve render ainda muitas conversas nos bastidores do poder. Além da perca da eleição por parte dos aliados do prefeito, que era dada como certa há 10 dias atrás, os discursos e as atitudes de alguns parlamentares deixaram marcas profundas no legislativo. Vereadores da oposição ameaçam criar uma CPI para investigar a falta de decoro parlamentar de alguns vereadores que afirmaram em seus discursos ter havido compra de votos e negociação outras na eleição do poder. A oposição quer que os vereadores que afirmaram em plenário as acusações provem que as mesmas existiram.

Quem presenciou a sessão na câmara ou ouviu pela rádio pode perceber a temperatura da sessão, que foi interrompida varias vezes por causa das torcidas dos dois lados e até de torcida organizada de vereador. A estratégia de lançar duas chapas para concorrer à eleição não foi à melhor opção para a situação, por dois motivos, a primeira que era uma disputa injusta, uma vez que já se sabia o resultado com certa antecedência, assim como afirmou o vereador Eliseu França em entrevista a Sucesso FM, o vereador disse que não era “tolo” para disputar um cargo que já se sabia o resultado.

E o outro motivo foi formar uma chapa para disputar com outro aliado das últimas eleições. Se de um lado os vereadores da situação provocaram uma situação desnecessária, a oposição fez o caminho inverso, liderados pelos vereadores Joaquim Filho e Ielva Melão, os vereadores usaram a tribuna para defender o presidente eleito que por sua vez não esquecerá o apoio dos votos e da defesa feita em plenário. Quem sofreu as conseqüências foi o prefeito Alcântara que teve que ouvir um puxão de orelhas do presidente em plena solenidade de posse. Vale lembrar que o presidente apesar de ter sido eleito pela coligação do empresário Rubens Alencar trabalhou e pediu votos para o prefeito Alcântara, que deveria ter aconselhado seus vereadores a não entrar na disputa desnecessária, que afastou o presidente eleito do executivo, além de proporcionar uma vitória da oposição.

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