Valença do Piauí, 14 de ago, 2022

Saiba como acontecem as cyberguerras

Virtual ou real, uma guerra nunca é bem-vinda. No início deste ano, os Estados Unidos acusaram a China por uma série de ataques hackers ao país. Do outro lado, os chineses negam qualquer acusação e dizem que as vítimas são eles, alegando que dois dos principais sites militares chineses foram submetidos a cerca de 144 mil ataques hackers por mês em 2012 – e que a maioria dessas ameaças veio dos Estados Unidos.

Recentemente, hackers chineses invadiram as redes do “The New York Times”. Segundo especialistas em segurança, os ataques usaram métodos consistentes com os serviços militares da China. Todas as senhas corporativas dos funcionários foram roubadas e os invasores tiveram acesso a informações confidenciais do jornal. O “The Wall Street Journal” também afirmou, no mês passado, que seus sistemas sofreram ataques de hackers chineses. O objetivo da invasão, de acordo com o jornal, seria monitorar a cobertura que o periódico faz da China.

O governo de Pequim vem sendo acusado por vários governos e empresas de realizar, por anos, espionagem cibernética. E a má notícia é que previsões de empresas de segurança cibernética preveem que de 2013 em diante isso deve virar tendência. Os conflitos entre nações, organizações e indivíduos desempenharão um papel fundamental no mundo virtual. Ou seja, parece que estamos cada vez mais próximos de viver uma inédita “cyberguerra”.

“Nós temos hoje vírus de computadores que ficam dentro de instalações fabris e matriz energética com a finalidade de controlar dispositivos desta matriz. Pela complexidade deste serviço é difícil acreditar que não tenha um país envolvido”, comentou Paulo Cacciari, diretor comercial, da Exceda/Akamai.

Para entender: cyberguerra é a interação entre duas nações com o uso de armas cibernéticas na qual o principal alvo é a “infraestrutura crítica” daquele país.

“Podemos atacar por exemplo a planta de energia elétrica, o controle de cidade e trânsito, o controle de tráfego aéreo e financeiro, alguma coisa a ver com o poderio militar…Softwares maliciosos vão ser utilizados para causar algum tipo de dano a algumas dessas estruturas críticas do país”, explica Carrareto.

Podemos definir “cyber arma” como um código malicioso bastante potente e bem elaborado com um fim muito específico. Em 2010, empresas de segurança digital desvendaram o “Stuxnet”, a primeira “cyber arma” de que se tem informação. Tratava-se de um supervírus com o propósito específico de interferir no processo de enriquecimento de urânio no Irã.

“Ele causou dano físico, ele destruiu milhares de centrífugas e causou danos àquele país. Hoje já se tem tecnologia e capacidade para criar esse tipo de arma cibernética e usar aquilo do jeito que achar que é mais interessante “, conta Carrareto.

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Com informações do Olhar Digital

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