Valença do Piauí, 28 de nov, 2021

TSE admite problemas com filas por causa do sistema biométrico

Eleições 2014 é no Portalv1
Eleições 2014 é no Portalv1

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, admitiu que há problemas de formação de filas com o atraso na votação por causa da identificação biométrica. No entanto, falou que isso não é generalizado no país. Com essa demora, senhas serão distribuídas para os eleitores que chegarem à seção eleitoral antes de 17h para garantir que a votação ocorra depois do encerramento oficial das eleições. Por isso, Toffoli evitou comprometer-se com um horário para o anúncio oficial do resultado estatístico da eleição para a presidência da República. “Não vamos fazer previsão. Isso não é uma competição”, frisou Toffoli.

Em Niterói, no Rio de Janeiro, que pela primeira vez adotou o sistema de biometria, eleitores enfrentam filas para votar. Em algumas zonas eleitorais, a espera chega a três horas. O problema se repete em Teresina e nas principais cidades do Piauí, onde muitos eleitores estão voltando para casa sem votar.

Nas eleições anteriores, essa divulgação foi feita em torno das 20h. O presidente do TSE disse apenas que deverá ser na noite deste domingo. Em entrevista coletiva, ele comparou a adoção da identificação biométrica pelo país como a compra de um carro novo. E argumentou que na primeira vez que o motorista entra no carro não tem familiaridade com o equipamento.

Dias Toffoli informou que os mesários receberam treinamento, mas não podem pegar na mão do eleitor para tentar auxiliar no processo de identificação. Por isso, segundo ele, há atrasos pontuais. “Se o eleitor precisar perder cinco ou dez minutos, o que nós temos de garantir é que o eleitor vote”, afirmou o presidente. “A gente pode encontrar em uma seção ou outra uma maior fila, mas não é algo generalizado. Às vezes, em algum lugar pode demorar um pouco mais”.

Sobre a divulgação de selfies nas redes sociais em frente às urnas, o ministro disse que o que preocupa a Justiça Eleitoral não é a vaidade do ser humano, mas a compra de votos, ou seja, a possibilidade de um eleitor tirar a foto do seu voto e mostrar para alguém em troca de vantagem. Isso caracteriza corrupção eleitoral. “Neste caso, o que mais preocupa não é a vaidade”.

O ministro disse que os casos têm de ser analisados. No entanto, já admitiu que é inviável colocar detectores de metal em todas as seções eleitorais. “Fazemos a quarta maior eleição do mundo”, justificou Toffoli ao informar que em número de eleitores, o Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos e Indonésia.

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