Valença do Piauí, 19 de jan, 2021

Vereadores apontam distorções e não aprovam concurso da prefeitura

Vereadores durante a sessão desta quarta-feira

A falta de transparência e a ausência de cargos importantes levaram a Câmara de Vereadores de Valença a rejeitar nesta terça-feira (07), a realização do concurso publico pretendido pela Prefeitura Municipal, via APPM. O Projeto de Lei recebeu cinco votos contrários e muitas acusações de favorecimentos por parte da prefeitura. As discussões começaram pelo vereador Joaquim Filho que questionou a carência dos cargos na prefeitura, uma vez que, existem funcionários municipais morando em Teresina recebendo inclusive abonos sem sequer dá um dia de expediente. Ielva Melão complementou afirmando que o mesmo problema é encontrado na educação municipal.

Outro questionamento foi à falta de credibilidade do instituto promotor do certame, bem como da Instituição promotora, a Associação dos Prefeitos Municipais (APPM). O vereador Lindomar Amâncio afirmou em plenário, que o retrospecto dos outros concursos realizados pela prefeitura, juntamente com a constatação do nepotismo na prefeitura e nos cargos do estado o deixavam desconfiado em votar a favor do projeto, especialmente na véspera de um ano eleitoral.

O líder do prefeito vereador Elizeu França afirmou que o concurso viria para resolver uma das principais reivindicações da oposição, que é a retirada dos serviços prestados da folha de pagamento da prefeitura municipal. Ele informou ainda que a prefeitura não burla concursos públicos. Sobre o assunto, o vereador Tico Adriano contestou o líder do prefeito. “Tenho um exemplo dentro de casa, meu filho passou no concurso da prefeitura foram chamados pessoas depois dele e ele nunca foi chamado” afirmou o vereador. Ele perguntou o porquê que a prefeitura deixou para fazer um concurso nas vésperas das eleições.

Sobre nepotismo, o vereador Joaquim Filho afirmou que nos últimos concursos cerca de doze parentes do prefeito foram aprovados, inclusive o ultimo caso foi sua sobrinha, que foi chamada faltando um mês para acabar a validade do concurso.

O vereador Joaquim Filho defendeu ainda o ex-prefeito Jarbas Matias, que foi acusado pelo líder do prefeito de fazer inscrições de um concurso em sua gestão e não o realizou, Joaquim Filho disse que o ex-prefeito há época foi mal assessorado, mais hoje dorme com a consciência tranqüila de não ter passado seus parentes indevidamente.

A presidenta Ielva Melão afirmou que o grande problema do concurso é a falta de transparência em sua execução, o instituto contratado não oferece a segurança de que apenas os melhores passaram na prova. Segundo a presidenta no ultimo concurso, por exemplo, não houve revisão de provas. Ela confidenciou ainda uma conversa com um prefeito que explicou o tramite dos concursos. “Ele disse que se têm três vagas, ele fazia assim, duas ele indica e uma vai para a concorrência” afirmou. Votaram contra o projeto, os vereadores Joaquim Filho, Tico Adriano, Lindomar Amâncio, Gilmar Barbosa e Ielva Melão.

2 Comentários

João Mauricio de Araújo

É isso aí esse concurso no final do mandato é simplismente para efetivação dos cargos comissionados que o prefeito tem e quer torna-los em funcionários de carreira, mas a oposição está atento e não deixou isso acontecer, parabéns para os vereadores que votaram contra, a população está de olho.

08 dez, 2011 Responder

Abelardo

Tambem concordo com os vereadores que votaram contra o projeto o projeto de lei, projeto esse que visa apenas apoio a campanha política do prefeitooo..e tbm fazer raiva aos que são aprovados por mérito

08 dez, 2011 Responder