DNA confirma autoria e homem é preso por estupro de mulher de 58 anos em Pimenteiras
Um homem foi preso pela Polícia Civil do Piauí, suspeito de estuprar uma mulher de 58 anos no povoado Curral de Pedra, na zona rural de Pimenteiras. O crime ocorreu na madrugada do dia 22 de maio e causou grande repercussão na região.
A prisão foi realizada após a conclusão do exame de DNA, que, segundo a Polícia Civil, confirmou a autoria do crime e levou à representação pela prisão preventiva do investigado.
Em entrevista ao Portal V1, neste sábado (29), a delegada da Delegacia da Mulher de Valença do Piauí, Francineide Fontes, explicou que a prisão foi resultado do trabalho integrado entre unidades da Polícia Civil.
“A Delegacia da Mulher de Valença, juntamente com a Delegacia Seccional e a Delegacia de Inhuma, deu cumprimento a um mandado de prisão e de busca em desfavor de um investigado suspeito da prática do crime de estupro ocorrido no dia 22 de maio na zona rural do município de Pimenteiras”, afirmou a delegada.
Segundo a delegada a investigação avançou com o trabalho da Perícia Científica da Polícia Civil do Piauí. O laudo de DNA, que era aguardado pelos investigadores, ficou pronto e apresentou resultado que confirmou a autoria atribuída ao suspeito.
“Diante do belíssimo trabalho da Perícia Científica da Polícia Civil do Piauí, o laudo de DNA ficou pronto e, consequentemente, o delegado de Inhuma representou pela prisão preventiva do suspeito diante desses fatos, da confirmação da autoria pelo laudo pericial”, explicou.
A partir do resultado da perícia, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado. Com a expedição do mandado, as equipes policiais realizaram o cumprimento da ordem judicial.
Crime ocorreu durante a madrugada
Conforme as informações divulgadas anteriormente sobre o caso, a vítima estava sozinha em casa quando foi surpreendida pelo acusado durante a madrugada. O homem teria invadido a residência, utilizado violência física, feito ameaças e amarrado a vítima antes de cometer o estupro.
Após o crime, o suspeito fugiu do local. A vítima permaneceu em casa até o amanhecer, quando conseguiu pedir ajuda a familiares, que acionaram a polícia.
Na época, a investigação ficou sob responsabilidade da Polícia Civil de Inhuma. Testemunhas e suspeitos foram ouvidos e materiais genéticos foram coletados para comparação com vestígios encontrados durante a investigação.
O resultado do exame pericial foi determinante para o avanço do caso e para a decretação da prisão preventiva.
Durante a entrevista ao Portal V1, a delegada Francineide Fontes também destacou que a Polícia Civil tem intensificado as investigações e buscado dar cumprimento, com rapidez, aos mandados de prisão expedidos pela Justiça.
“Temos intensificado o trabalho de investigação e, consequentemente, a representação com mandados de prisão. Sempre que a Justiça expede um mandado de prisão, nós fazemos de tudo para imediatamente darmos cumprimento”, declarou.
Para a delegada, a atuação policial representa uma resposta não apenas à sociedade, mas também às famílias das vítimas.
“A gente entende que a sociedade precisa de uma resposta, que a família da vítima precisa de uma resposta. Sempre que a vítima sofrer algum crime, procurar a polícia, a polícia vai sim agir e, com o menor tempo possível, vai dar a resposta para a sociedade”, afirmou Francineide Fontes.
Filha da vítima se manifesta após prisão
Após a prisão do suspeito, a filha da vítima também se manifestou sobre o desfecho da investigação. Em uma mensagem publicada nas redes sociais, ela relatou o alívio e a emoção após meses de angústia e afirmou que a família não deixou o caso cair no esquecimento.
“Hoje, depois de tantos dias de angústia, revolta, medo e de uma luta que parecia não ter fim, finalmente posso dizer: prenderam o homem que cometeu aquele crime contra a minha mãe”, escreveu.
A filha afirmou que foram dias marcados por dor, indignação e questionamentos sobre a possibilidade de a Justiça não chegar ao responsável. Segundo ela, a prisão representa um passo importante, embora não apague as consequências deixadas pelo crime.
“A prisão não apaga o que aconteceu, não devolve a paz que foi tirada e não apaga as marcas que ficaram. Mas representa um passo importante para que a justiça seja feita”, declarou.
Ela também agradeceu a Deus pelo que considera uma resposta às orações da família e afirmou que continuará lutando pela mãe e pela verdade.
“Eu lutei, clamei, falei, denunciei e não deixei esse caso ser silenciado. Enquanto eu tiver voz, continuarei lutando pela minha mãe e pela verdade”, afirmou.
Ao final da manifestação, a filha destacou o desejo de que o processo siga seu curso e que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.
“Minha mãe merece justiça. Minha família merece paz e hoje, finalmente, temos um motivo para acreditar que ela está mais perto”, concluiu.
